Notícias / Governo de MT

04/03/20 às 19:31

Governo pede que Justiça Eleitoral adie eleição buscando economia nos gastos públicos

A administração estadual defendeu que os custos para a realização do pleito são elevados e que seria mais sensato unir as eleições em outubro

Carol Sanford | Secom-MT

AguaBoaNews

Imprimir Enviar para um amigo
Governo pede que Justiça Eleitoral adie eleição buscando economia nos gastos públicos

Foto: Mayke Toscano/Secom-MT

O Governo do Estado encaminhou ao Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE/MT) um pedido administrativo para o adiamento da eleição suplementar, marcada para 26 de abril, o que também é um anseio da população. O pedido foi feito nesta quarta-feira (04.03) sob o princípio da economicidade.

A administração estadual defendeu que os custos para a realização do pleito são elevados e que seria mais sensato e prudente unir as eleições suplementar e proporcional em outubro. Somente para a eleição suplementar, o TRE prevê gastos no montante de R$ 8 milhões. Além disso, o Estado deverá arcar com despesas para garantir a segurança pública no dia do pleito eleitoral e com a manutenção das escolas estaduais, utilizadas como locais de votação.

“Teremos eleições municipais em outubro e seria muito mais sensato, inclusive financeiramente, aproveitar essa mobilização e realizar a escolha tanto para vereadores e prefeitos, como para senador. A decisão cabe, logicamente, ao Tribunal Superior Eleitoral [TSE], mas o Governo argumentou que o pleito custa caro e esses recursos poderiam ser utilizados em investimentos para outras áreas, como saúde e educação”, pontuou o secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, durante entrevista coletiva para a imprensa, no Palácio Paiaguás.


Coletiva de imprensa com o secretário Mauro Carvalho - Créditos: Christiano Antonucci
 
O Estado também argumentou que “submeter a população a novo pleito eleitoral sem data para que o escolhido assuma o cargo acaba por violar a própria soberania dos detentores originais do poder, o povo”, uma vez que a senadora Selma Arruda permanece no cargo. Dessa forma, não seria lógico a realização de uma eleição para a escolha de um cargo ao Senador que ainda permanece ocupado.

“O Governo entende não se justificar uma eleição neste momento, uma vez que o cargo não está vago e não há previsão em curto prazo para esta vacância. Apesar da Justiça Eleitoral determinar a cassação da senadora Selma Arruda, ela permanece no exercício de suas funções e não há data prevista para deixa-las”, explicou o chefe da Casa Civil.

Por último, o Governo apontou ainda existir a proliferação do novo coronavírus, que no Brasil já alcançou mais de 400 casos suspeitos da doença. Evitar locais com grandes fluxos de pessoas é uma das determinações das autoridades de saúde para a prevenção à proliferação do vírus.
Imprimir Enviar para um amigo

comentar  Nenhum comentário

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Agua Boa News. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O site Agua Boa News poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.

 
 

veja maisArtigos

Nilton Moreira

Estrada Iluminada - 'Destino da Terra e causas das misérias humanas'

“Admira-se de encontrar sobre a Terra tanta maldade e más paixões, tantas misérias e enfermidades de toda a sorte, concluindo-se quão deplorável é a espécie...

 
 
 
 
Sitevip Internet