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28/08/26 às 22:22

Daniel Vorcaro depõe à PF e sinaliza interesse em delação premiada

Ex-banqueiro foi ouvido por cerca de quatro horas em inquérito que apura suspeitas de corrupção envolvendo ex-servidores do Banco Central

Daniel Vorcaro depõe à PF e sinaliza interesse em delação premiada

Foto: Secretaria da Administração Penitenciária/SP

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro prestou depoimento à Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira (28). A oitiva, realizada por videoconferência, durou aproximadamente quatro horas.

Vorcaro está preso na Papudinha, unidade prisional localizada no Distrito Federal. Ele foi ouvido no âmbito do inquérito que investiga a conduta de dois ex-servidores do Banco Central suspeitos de receber propina para favorecer o Banco Master durante atividades de supervisão da instituição financeira.

Em nota, a defesa afirmou que o depoimento representou a primeira oportunidade concedida ao ex-banqueiro para se manifestar sobre as investigações do caso Master e responder às suspeitas levantadas contra ele.

Segundo os advogados, Vorcaro respondeu a todos os questionamentos apresentados pelos investigadores. A defesa também sustentou que não teria ocorrido ato de corrupção envolvendo os ex-servidores investigados.

Os advogados informaram ainda que o ex-banqueiro demonstrou disposição para prestar esclarecimentos mais detalhados e discutir a possibilidade de firmar um acordo de colaboração premiada.

A proposta de delação já teria sido rejeitada duas vezes pela Polícia Federal. Conforme as informações divulgadas, os investigadores avaliaram que Vorcaro não apresentou fatos novos em relação ao material já apreendido nem admitiu participação em crimes.


Caso Banco Master

Daniel Vorcaro é alvo da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. A investigação apura suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e a tentativa de compra da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), banco público ligado ao Governo do Distrito Federal.

De acordo com as investigações, as supostas fraudes bilionárias teriam provocado um impacto de até R$ 47 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), responsável pelo ressarcimento dos investidores atingidos.

*Com informações de André Richter/Agência Brasil

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