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12/03/26 às 23:30 / Atualizada: 12/03/26 às 23:45

Educação Patrimonial - Professores com larga experiência internacional ministram aulas nesse final de semana

Quinto módulo curso gratuito de “Educação Patrimonial: Conhecer para Preservar” terá mais uma etapa de aulas online, sob o tema: “Patrimônio Cultural e Comunidade: Estratégias de Preservação”

Educação Patrimonial - Professores com larga experiência internacional ministram aulas nesse final de semana

Pesquisadora e professora doutora Alejandra Saladino

Foto: Assessoria

Ensinamento e experiências práticas farão parte do 5º módulo da sexta edição do curso gratuito de “Educação Patrimonial: Conhecer para Preservar”, que começa no sábado, 14 de março. Serão duas aulas online ministradas por professores com vasta experiência e atuação profissional internacional, como os mestres Lucas Hirooka e Gusthavo Roxo e doutora Alejandra Saladino.

O curso que chega à reta final – restando a conclusão do 5º módulo e do 6º e último módulo – capacitando e formando quase 300 profissionais, que passarão a ser agentes multiplicadores da preservação cultural e patrimonial de Mato Grosso e do Brasil.

Esse 5º módulo está dividido em duas etapas, deste final de semana totalmente online e, no dia 20/03, se encerra em formato híbrido: presencial em Cuiabá, com transmissão ao vivo para todo o Brasil.

O encerramento do penúltimo módulo do curso trará duas aulas imperdíveis, com pesquisadores de grande relevância para estudantes e pesquisadores de patrimônio cultural: o professor doutor Átila Tolentino, Chefe da Divisão de Museologia Social do Instituto Brasileiro de Museus – IBRAM, referência fundamental nas pesquisas sobre patrimônio cultural no Brasil; e a professora doutora Isabel Taukane, cientista indígena do povo Kurâ-Bakairi e pós doutoranda na UFMT.

TEORIA E PRÁTICA – Na manhã de sábado (14), das 9h às 13h, o professor e mestre Lucas Hirooka, vai abordar o tema: “Da Pedra à Sociedade: Tecnologia, Cultura Material e Saberes Ancestrais”.

Diretamente da região metropolitana de Assunção no Paraguai, o professor e mestre destaca a importância de políticas de salvaguarda e valorização do patrimônio para a construção identitária de um país, ressaltando a influência de interesses políticos e de questões históricas na escolha do que será preservado. O professor cita como exemplo o território em que se encontra no momento, no país vizinho, observando que onde a proteção ao patrimônio cultural deixa a desejar, toda a comunidade sente os prejuízos.
Para sua aula no curso, o professor Lucas preparou um conteúdo especial e, também, exibirá um mini documentário de sua autoria, que fez parte de uma campanha de educação patrimonial aprovada pelo IPHAN.

Na parte teórica da aula, Hirooka vai traçar uma linha do tempo sobre o papel das primeiras ferramentas criadas por hominídeos e sua importância para o desenvolvimento do ser humano, até chegar em sociedades mais complexas. “Veremos como a criação da tecnologia pelos hominídeos, como condições extra-biológicas, nos permitiu elevar as sociedades até a organização que temos hoje, garantindo nossa sobrevivência e alteração no mundo como o temos hoje. Por fim, apresentarei casos de sítios arqueológicos, sobretudo, em Mato Grosso, e como eles constituem patrimônio cultural, o que está intrinsicamente ligado a nossa identidade cultural, além de abordar conceitos e exemplos da arqueologia que nos ajudem a entender melhor essa intrigante ciência”.

Na tarde de sábado o tema da arqueologia continua, com a ‘dobradinha’ composta pela doutora Alejandra Saladino e pelo mestre Gusthavo Roxo. A aula começa às 14h e tem previsão de seguir até às 18h, sempre horário de Cuiabá.

A pesquisadora e professora Alejandra é arqueóloga e museóloga, orientadora de inúmeras pesquisas e autora de centenas de artigos científicos, pesquisando temas relacionados ao campo dos museus e do patrimônio. Recentemente, atuou como pesquisadora do Departamento de Pré-História, História Antiga e Arqueologia da Universidade Complutense de Madrid, na Espanha. No Brasil, é coordenadora do Curso de Museologia da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio). Atuou na Política Nacional de Museus, desenvolvendo projetos e consultorias, participando de comissões e ministrando oficinas do Programa de Formação e Capacitação no Setor Museológico. Para a aula “Patrimônio Arqueológico e Paleontológico”, propõe uma reflexão teórico-prática sobre as relações entre comunidade, território e patrimônio cultural, com foco na importância da educação patrimonial para a preservação de sítios arqueológicos e paleontológicos. “Serão apresentados os conceitos e objetos de estudo das ciências arqueológica e paleontológica e a diferenciação entre estes dois campos do conhecimento; as metodologias, conceitos e práticas relacionados ao ofício do arqueólogo: projeto de campo, pesquisa, inventário e registro, importância dos sítios arqueológicos, exemplos de projetos e programas educativos voltados à sensibilização e preservação de patrimônios arqueológicos e paleontológicos”, anuncia.

Em parceria com a professora Alejandra para ministrar essa aula, também teremos o professor e museólogo, Gusthavo Roxo, mestre e doutorando em arqueologia pelo Museu Nacional da UFRJ. Gusthavo complementa que a aula também abordará a importância das relações entre comunidade, território e patrimônio cultural, com foco na educação patrimonial, para a preservação dos sítios arqueológicos e paleontológicos. “Apresentaremos a diferenciação entre estes dois campos do conhecimento, suas metodologias e conceitos práticos relacionados ao ofício de arqueólogo, inventário, registro e pesquisa”, completou.

FORMAÇÃO DE MULTIPLICADORES – Hirooka pontua que Mato Grosso, por exemplo, tem muito patrimônio, mas que ainda temos uma lacuna no processo de mobilização e formação para valorização e reconhecimento desses bens. “Esse curso de formação ganha uma projeção imensa, justamente para atrair para dentro de Mato Grosso esse olhar de atenção e capacitar pessoas para preservação”.
“Sobre estar em outro país, como arqueólogo, ao me formar e pegar o diploma, fiz um juramento de proteger e atuar em defesa do patrimônio arqueológico, portanto, participar de um evento dessa importância é mais que um trabalho para mim é um dever que jurei ao obter meu diploma. Independente do lugar que estiver sempre seguirei esses princípios”, defendeu.

O mestre Gusthavo Roxo destaca que o curso é uma iniciativa fundamental para formação de profissionais envolvidos na cultura. “Ter uma ampla consciência dos nossos patrimônios fortalece o elo da sociedade com sua memória e história, reconhecendo na materialidade, um fragmento do passado que ajuda a contar e perceber o mundo antes da nossa existência. Iniciativas incríveis como essa são exemplos do papel transformador da educação”.

Para a doutora Alejandra, “é uma iniciativa estupenda, pois a capacitação empodera as pessoas dedicadas à gestão do patrimônio cultural”.

O CURSO – Realizado pela Ação Cultural, em parceria com a SECEL-MT, o Conselho Estadual de Cultura de Mato Grosso, a UNEMAT e o IPHAN-MT, o curso tem coordenação pedagógica das professoras doutora Denise Argenta e mestra Vivienne Lozi e do professor doutor Renato Fonseca. Composto por seis módulos, totalizando 180 horas de aulas teóricas e práticas, nas modalidades presencial e virtual e certificação, o projeto prevê visitas técnicas em espaços culturais de Cuiabá e região metropolitana e uma saída de campo para mapeamento e reconhecimento de patrimônios culturais locais.  As aulas tiveram início no último dia 6 de fevereiro e seguem até o dia 10 de abril.
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