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18/01/26 às 12:10 / Atualizada: 18/01/26 às 12:18

Gêmeas siamesas separadas na infância mantêm rotina de cuidados e de bom humor em Mato Grosso

Gêmeas siamesas separadas na infância mantêm rotina de cuidados e de bom humor em Mato Grosso

Redação AguaBoaNews

via Paola Churchill e Mariana Rosetti / Folhapress

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Gêmeas siamesas separadas na infância mantêm rotina de cuidados e de bom humor em Mato Grosso

Foto: Arquivo Pessoal

As irmãs Kauany Aparecida e Keroly Joice Gonçalves Miranda, de 15 anos, são famosas em Jauru, cidade no interior do Mato Grosso com pouco mais de 8.300 habitantes. Desde que elas nasceram, em janeiro de 2010, os moradores acompanham a história das gêmeas siamesas --ou xifópagas-- que forma separadas ainda na infância.

A mãe, Selma Gonçalves Maurício Miranda, descobriu que elas estavam ligadas pelo abdômen no quinto mês de gestação, em setembro de 2009. No ultrassom, o médico identificou um corpo, três pernas e duas cabeças.

"Foi um susto. Pensei até que tivesse erro no exame. Nenhuma mãe está preparada para uma notícia assim, mas eu tinha fé. Fiz uma promessa: se elas sobrevivessem, uma delas levaria o nome Aparecida, em homenagem a Nossa Senhora da Aparecida", diz Selma. Foi assim que Kauany recebeu o segundo nome.

Elas nasceram em 22 de janeiro de 2010, no Hospital Universitário Júlio Müller (HUJM), em Cuiabá. No primeiro ano, passaram por uma série de exames em São Paulo até a cirurgia de separação.

A operação, realizada pela equipe do ICr-HCFMUSP (Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo), durou 12 horas.

"Cada hora parecia um ano no meu coração. Minhas meninas têm duas datas de nascimento: 22 de janeiro e 29 de novembro, dia da cirurgia", afirma Selma.

Não há causas ambientais, genéticas ou demográficas associadas de forma consistente à formação de gêmeos siameses, segundo Mauro Grynszpan, ginecologista e obstetra do Hospital Samaritano Higienópolis, em São Paulo. "Tampouco existe uma forma conhecida de prevenção, já que se trata de um mecanismo embrionário ainda pouco compreendido", afirma.

 
Siamesas de MT — Foto: Kelly Martins/G1
Siamesas de MT — Foto: Kelly Martins/G1  

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