INFOGRÁFICO - Como é a área de mata onde crianças sumiram enquanto brincavam no Maranhão — Foto: Arte/g1
Área é marcada por vegetação fechada, áreas de pasto e açudes
De acordo com o tenente-coronel Marcos Bittencourt, o terreno é irregular, com poucas trilhas, difícil acesso e diferentes tipos de vegetação.
“O terreno é de uma vegetação, parte em pasto e parte em vegetação densa. Também temos açudes e lagos, e essa região onde temos os açudes e lagos tem uma predominância de vegetação um pouco mais fechada, inclusive com espinhos”, explica.
Além da vegetação fechada, a região apresenta riscos adicionais, como a presença de armadilhas instaladas por caçadores, prática comum na área. Segundo o tenente-coronel, esses dispositivos podem causar acidentes e dificultar o deslocamento seguro de bombeiros e voluntários.
Segundo o comandante da PM-MA, coronel Wallace Amorim, policiais do Comando de Operações Especiais (Cosar) e do Batalhão de Choque estão sendo transportados em helicópteros do Centro Tático Aéreo (CTA) para áreas de mata fechada. “É um ambiente inóspito”, afirmou.
Forças de segurança e voluntários
Cerca de 500 pessoas participam das buscas, entre profissionais do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, Polícia Militar, Guarda Municipal, Exército Brasileiro e voluntários.
Perícia e investigação paralela
Paralelamente às buscas, a Polícia Civil segue com as investigações para reunir informações que possam ajudar na localização de Ágatha e Allan. O Instituto de Perícias para Crianças e Adolescentes (IPCA), ligado à Secretaria de Segurança Pública do Maranhão, está em Bacabal desde domingo (11).
A equipe multidisciplinar do IPCA conta com psicólogo e assistente social, responsáveis por perícias psicológicas e sociais e por ouvir familiares das crianças. O menino de 8 anos que estava com elas no dia do desaparecimento já foi ouvido pelo instituto.
Exames descartam indícios de violência sexual em menino
Menino de 8 anos foi encontrado na tarde desta quarta-feira (7), na zona rural de Bacabal. — Foto: Reprodução/TV Mirante
O governador do Maranhão, Carlos Brandão, disse na terça-feira (13), que o menino Anderson Kauan, que havia desaparecido em Bacabal junto com Ágatha Isabelle e Allan Michael, mas foi encontrado por carroceiros, não sofreu violência sexual, apontam exames.
Anderson Kauan, de 8 anos, foi encontrado no dia 7 de janeiro, em uma estrada a cerca de 100 metros do rio Mearim. A criança estava debilitada e sem roupas. Diante da situação, o menino passou por exames, os quais atestaram que ele não foi abusado sexualmente.
Um dia antes de Anderson ser encontrado, um homem, que não teve a identidade divulgada pela polícia, foi detido durante as buscas pelas três crianças desaparecidas, por suspeita de tentativa de estupro. Segundo a Polícia Civil, ele é companheiro da avó de um dos meninos, mas a prisão não teve relação com o desaparecimento. Foram encontradas roupas sujas e três cruzes na casa do suspeito.
O homem foi detido em cumprimento a um mandado expedido após denúncia de tentativa de estupro contra uma adolescente de 16 anos, registrada no dia 1º de janeiro pela mãe da vítima. O homem negou qualquer envolvimento com o desaparecimento das crianças.
Já um dia depois de Anderson ser encontrado, um calção e uma sandália foram localizados em uma área de mato. Após investigação da Polícia Civil, constatou-se que as peças eram do menino.
Ainda segundo o governador, Anderson segue internado e em acompanhamento multiprofissional no Hospital Geral de Bacabal. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, ele está se recuperando bem.
Ágatha Isabelle, de 6 anos e o Allan Michael, de 4 anos estão desaparecidos no Maranhão — Foto: Reprodução/TV Mirante