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06/12/25 às 13:30

Justiça marca júri popular de acusados de assassinar filha de deputado em MT

Raquel Maziero Cattani, de 26 anos, foi encontrada morta dentro de casa com mais de 30 facadas, em 2024. Denúncia aponta que ex-marido pagou R$ 4 mil para que o irmão dele matasse Raquel


Raquel Cattani e o ex-marido, Romero Xavier — Foto: Divulgação

A Justiça marcou para o dia 22 de janeiro do próximo ano, às 8h, o julgamento dos irmãos Romero Xavier Mengarde e Rodrigo Xavier Mengarde, acusados de planejar e executar a morte de Raquel Maziero Cattani, de 26 anos, filha do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), em Nova Mutum, a 269 km de Cuiabá. Ela foi encontrada morta dentro de casa com mais de 30 facadas, em 2024.

A decisão foi proferida na quinta-feira (13) pela juíza Ana Helena Alves Porcel Ronkoski, da 3ª Vara do município, que vai presidir o júri.

 
Os réus continuam presos preventivamente e devem ser levados ao plenário de forma presencial, sem uso de algemas.
 
Na decisão que agendou o júri, a magistrada destacou a complexidade do caso e o volume de diligências. O Ministério Público do estado (MPMT) deve indicar testemunhas, assim como a defesa, entre elas está a mãe da vítima.
 
A juíza também determinou a requisição de objetos e eventuais armas utilizadas no crime, que deve ser apresentada aos jurados.
 
Relembre o caso
 
Romero foi casado com Raquel por cerca de dez anos e não aceitava o fim do relacionamento. A denúncia apontou que ele teria planejado o crime e ofereceu R$ 4 mil ao irmão Rodrigo para matar Raquel. Conforme a investigação, os dois combinaram como seria feita a execução.
 
O casal se conheceu em uma rede social, quando Raquel ainda era adolescente. Após conversarem pela internet, ocorreu o primeiro encontro, que foi escondido dos pais de Raquel.
 
Pouco tempo depois, o deputado permitiu que eles oficializassem a relação com o casamento. O casal permaneceu junto por nove anos. Eles tiveram dois filhos.
 
 
O deputado estadual Gilberto Cattani e a esposa vivem em uma fazenda a cerca de 2 km de distância da propriedade onde a filha morava.
 
A casa onde Raquel foi morta tinha sinais de violência, contendo uma televisão quebrada. Além disso, a moto e o celular da vítima foram levados da residência, localizada em um sítio no Assentamento Pontal do Marape, no município.
 
 

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