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28/11/25 às 07:09

Pastor que dizia incorporar anjos para abusar sexualmente de fiéis é condenado a mais de 100 anos

Segundo dados do TJ-GO, o pastor e a companheira dele respondem pelos crimes em liberdade. Defesa do casal afirmou apenas que vai recorrer da sentença.

Por Vinicius Moraes, g1 Goiás

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O pastor Vanderlei Antônio de Oliveira foi condenado a 136 anos de prisão, enquanto a esposa dele, Maria de Lurdes dos Santos Oliveira, a 95 anos, ambos por crimes relacionados a abusos sexuais, segundo apurado pela TV Anhanguera. De acordo com investigações da Polícia Civil, Vanderlei dizia que "incorporava anjos" para cometer os crimes em Anápolis.

Os crimes começaram a ser denunciados em outubro de 2023, mesmo mês em que o pastor e a esposa foram presos. Vanderlei foi condenado por estupro de vulnerável e produção de conteúdo sexual, enquanto Maria Lurdes, por presenciar e acobertar os crimes.

 
De acordo com dados do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), o casal respondia pelos crimes em liberdade até a última atualização desta reportagem e estava sendo monitorado por tornozeleira eletrônica e cumprindo de medidas cautelares. De acordo com o que foi apurado pela TV Anhanguera, eles ainda podem recorrer da sentença.  
‘Incorporava anjos’
 
Pastor Vanderlei de Oliveira é investigado por abusar sexualmente de pelo menos nove fiéis, em Anápolis, Goiás — Foto: Reprodução/Redes Sociais
Pastor Vanderlei de Oliveira é investigado por abusar sexualmente de pelo menos nove fiéis, em Anápolis, Goiás — Foto: Reprodução/Redes Sociais
 
De acordo com a polícia, Vanderlei buscava vítimas que estivessem passando por algum problema emocional ou, até mesmo uma enfermidade. Isso porque, segundo declarações da delegada Isabella Joy na data dos fatos, essas pessoas estariam mais vulneráveis e seriam mais ‘fáceis’ de manipular, porque estavam desesperadas por ajuda.
 
A partir disso, o pastor iniciava uma "campanha de oração" para a vítima. Ou seja, essa pessoa teria que participar de uma série de sessões de oração, onde se encontraria com o anjo, "incorporado" por Vanderlei na casa do pastor.
 
Nesses encontros, o anjo dizia que poderia ajudar a pessoa a resolver seus problemas, desde que ela aceitasse cumprir as ordens dele. Era nesse momento, segundo a delegada, que se iniciavam os abusos.
 
A polícia também descobriu que Vanderlei filmava os abusos. O objetivo dele era usar as imagens para ameaçar as vítimas que se recusassem a continuar com as "campanhas espirituais".

Esposa cúmplice

 
De acordo com a delegada, Maria de Lurdes dos Santos Oliveira sabia que o marido praticava os abusos contra fiéis. Em depoimento, a maioria das vítimas relata que a esposa do pastor estava presente durante os crimes e ajudava o marido a praticá-los.
 
“Ela não praticava ativamente os atos, mas sempre estava lá presente quando eles aconteciam. Apoiava o marido, dizia para as vítimas cumprirem as ordens dele”, afirmou a delegada durante as investigações
 

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