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14/11/25 às 07:11 / Atualizada: 14/11/25 às 07:27

Conheça história de menino de 11 anos que já escreveu oito livros e sonha em ser médico

Isaque Gabriel Crispim de Oliveira foi diagnosticado com altas habilidades e superdotação. Paixão pela medicina começou desde cedo, ao escrever um livro sobre o maior acidente radioativo de Goiânia, quando tinha menos de 3 anos.


Isaque Gabriel Crispim de Oliveira, de 11 anos, escreveu oito livros e sonha em ser médico — Foto: Arquivo pessoal/Harley Oliveira

 
Aos 11 anos, Isaque Gabriel Crispim de Oliveira já escreveu oito livros e se prepara para prestar o vestibular em 2026 com o intuito de realizar o sonho de ser médico. O menino mora em Goiânia e foi diagnosticado com altas habilidades e superdotação (AH/SD). Em entrevista ao g1, o pai da criança, Harley Silva Oliveira, de 40 anos, contou como é a rotina do filho.
 
“Segundo especialistas, ele tem uma mente de 20 anos em um corpo de 11, o que faz com que discuta temas complexos como política, economia e matemática. Se você sentar com ele, ele vai explicar por que a gasolina subiu, vai falar de inflação... discute como adulto”, afirmou.

De acordo com a família, aos 8 meses, o pequeno já falava palavras de forma clara, como os nomes do pai e da mãe. Com 1 ano e meio, Isaque já falava e lia pequenas frases. O menino surpreendeu a família ao escrever o seu primeiro livro antes de completar 3 anos. A história baseada em fatos reais, "O maior acidente radioativo de Goiânia", tem 26 páginas e foi escrita apenas em dois dias.
 
O diagnóstico de altas habilidades veio aos 5 anos, quando os pais e os professores notaram que o menino lia, questionava e interagia bastante na sala de aula e em casa.
 
Altas habilidades e superdotação
 
Menino que escreveu o primeiro livro aos 3 anos surpreende ao lançar o segundo aos 8, em Goiânia — Foto: Arquivo pessoal/Harley Oliveira
Menino que escreveu o primeiro livro aos 3 anos surpreende ao lançar o segundo aos 8, em Goiânia — Foto: Arquivo pessoal/Harley Oliveira
 
Harley decidiu levar o filho a um neuropediatra que fez o encaminhamento para um neuropsicólogo. Isaque foi diagnosticado com altas habilidades e os testes de raciocínio deram um resultado superior à média.
 
Atualmente, ele estuda em uma escola convencional e leva uma rotina normal, articula bem e tem amizades, além de ser tenista e enxadrista.
 
No início, a família teve dificuldades para compreender a superdotação. “Era algo novo pra gente, então ele começou com acompanhamento com psicólogo e neuropsicóloga, para entendermos como funcionava a cabecinha dele”, relatou Harley.
 
Aos seis anos, Isaque foi convidado para o curso Enriquecimento da Aprendizagem para Desenvolvimento de Habilidades (Head), da PUC Minas, no qual ainda integra o quadro de estudantes.
 
Com oito anos, o garoto escreveu o segundo livro, de 24 páginas. "O cientista sapo" foi escrito em uma semana durante as férias de julho de 2020. Nas páginas, Isaque conta a história de um cientista que busca a cura de doenças em plantas originárias do Rio de Janeiro.
 
Harley mencionou que o filho vai para a escola no período vespertino. Além disso, o menino assiste aulas de matérias como matemática e biologia, em assuntos mais aprofundados. O pequeno tem interesse em política, geografia e literatura.
 
Hoje a família lida bem com a superdotação de Isaque. “A gente trata com normalidade, mas ele é bem diferente de outras crianças. Enquanto um menino de 11 anos está preocupado em assistir desenho ou jogar bola, ele tá discutindo política, economia, biologia, como um adulto”, observou o pai.
 
Preparação para o vestibular
 
Goiano de 11 anos se prepara para prestar o vestibular de medicina em 2026 — Foto: Arquivo pessoal/Harley Oliveira
Goiano de 11 anos se prepara para prestar o vestibular de medicina em 2026 — Foto: Arquivo pessoal/Harley Oliveira
 
O foco atual de Isaque está na preparação para o vestibular de medicina. “Ele é autodidata. Fez um simulado da Fuvest e acertou 80% das questões para medicina. Isso num dia em que ele nem estava tão focado”, relatou o pai.
 
Harley mencionou que o filho vai para a escola no período vespertino. Além disso, o menino assiste aulas de matérias como matemática e biologia, em assuntos mais aprofundados. O pequeno tem interesse em política, geografia e literatura.
 
Hoje a família lida bem com a superdotação de Isaque. “A gente trata com normalidade, mas ele é bem diferente de outras crianças. Enquanto um menino de 11 anos está preocupado em assistir desenho ou jogar bola, ele tá discutindo política, economia, biologia, como um adulto”, observou o pai.
 

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