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29/10/25 às 09:45

Frete para o Arco Norte são os que mais aumentaram de preço

A rota rumo aos portos do Pará, com origem em MT, é que mais registra alta na comparação anual: 20%

Marianna Peres

Diário de Cuiabá

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Frete para o Arco Norte são os que mais aumentaram de preço

Em Mato Grosso, o mercado de fretes rodoviários tem apresentado uma certa lateralidade, sem tendência clara de alta ou de queda

Foto: Divulgação

Após o pico de escoamento das safras, os preços para o serviço de frete de grãos seguem em queda em importantes rotas no país em setembro, em comparação com os valores praticados em agosto.
Em Mato Grosso, o mercado de fretes rodoviários tem apresentado uma certa lateralidade, sem tendência clara de alta ou de queda, com algumas rotas apresentando aumento moderado, ao passo que outras, demonstraram um declínio de preços.
A rota rumo aos portos do Arco Norte, com origem em Mato Grosso, é que mais registra alta na comparação anual: 20%.
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As análises e informações do panorama da logística do setor, no último mês, estão na edição de outubro do Boletim Logístico, divulgado pela Companhoa Nacional de Abastecimento (Conab).
Segundo analistas da estatal, em especial, nota-se que, após um movimento de retração mais acentuado no mês anterior, os trajetos que têm Santos (SP) e Paranaguá (PR) como destino recuperaram parte da grande queda que havia sido registrada, demonstrando alguma recuperação, de modo parcial.
Por outro lado, os Portos do Arco Norte, que haviam permanecido em proximidade à estabilidade no mês anterior, vislumbraram o movimento de queda para setembro.
Por sua vez, pontos de transbordo registraram cotações bastante próximas à estabilidade, com algumas quedas pontuais e moderadas.
O exemplo dessa alta é a rota saindo de Sorriso (420 km ao Norte de Cuiabá) com destino ao Porto de Miritituba (PA), que passou de R$ 250 a tonelada para R$ 300, no comparativo entre setembro do ano passado e setembro de 2025.
Ainda segundo os analistas, é importante também destacar que há muito produto a ser escoado em Mato Grosso, como decorrência das safras recordes de soja e de milho, havendo demanda firme tanto do mercado interno quanto do mercado externo, sendo esta impulsionada pelas desavenças comerciais entre Estados Unidos e China, com redirecionamento da demanda chinesa pelo produto brasileiro e mato-grossense.
Os transportadores entendem que este momento é bastante favorável para fazer a frota girar ao mesmo tempo em que é dada vazão à enorme produção colhida em 2025.
EXPORTAÇÕES DE MILHO E SOJA – Os embarques de milho,, em setembro, atingiram 23,3 milhões de toneladas, contra 24,3 milhões em igual período de 2024.
Os portos do Arco Norte seguem como o principal eixo de escoamento do cereal, representando 42,5% da movimentação.
Na sequência, o Porto de Santos escoou 30,7% do grão embarcado, o Porto de Paranaguá 11,7%, enquanto que pelo Porto de São Francisco do Sul (SC) foram registrados 9,5% dos volumes embarcados.
Já as exportações de soja em grãos atingiram no período de janeiro a setembro de 2025 chegaram a 89,5 milhões de toneladas, contra 93,8 milhões de toneladas em igual período do ano passado.
Pelos portos do Arco Norte foram expedidos 37,5% das exportações nacionais, enquanto que por Santos foram escoadas 34,2%.
Os embarques da oleaginosa pelo porto de Paranaguá totalizaram 12,9% do montante nacional e pelo porto de São Francisco do Sul foram escoadas 5,2%. 

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