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15/06/22 às 20:49

Ministro da Justiça diz que restos mortais foram encontrados no Amazonas pela PF

Anderson Torres informou que havia remanescentes humanos em região escavada pela PF; eles serão submetidos a perícia

Ministro da Justiça diz que restos mortais foram encontrados no Amazonas pela PF

O jornalista inglês Dom Phillips e o indigenista Bruno Araújo

Foto: Redes Sociais/Divulgação

O ministro da Justiça, Anderson Torres, disse que restos mortais foram encontrados no Amazonas pela Polícia Federal, nesta quarta-feira (15), na região da Terra Indígena do Vale do Javari, onde o jornalista inglês Dom Phillips e o indigenista Bruno Araújo desapareceram em 5 de junho.

Os remanescentes humanos, como são chamados de forma técnica, foram encontrados no local onde estavam sendo feitas as escavações, segundo Torres. O material será submetido a perícia. Ainda nesta quarta, a Polícia Federal vai prestar esclarecimentos em uma coletiva de imprensa, marcada para as 20h30, no horário de Brasília.

Mais cedo, um dos pescadores detidos pela PF confessou ter matado o jornalista e o indigenista e depois esquartejado os corpos e ateado fogo neles. Duas pessoas estão presas, Osoney da Costa e Amarildo dos Santos. Eles foram vistos por testemunhas perseguindo a lancha dos profissionais.

De acordo com informações obtidas pelo R7, um dos suspeitos informou o local em que os corpos foram incendiados e abandonados. Equipes da Polícia Federal foram até a região para confirmar a informação. A partir de agora, as diligências tentam entender as motivações e as circunstâncias das mortes.

O desaparecimento do repórter e do indigenista, que é servidor da Funai (Fundação Nacional do Índio), repercutiu no Brasil e no exterior. Ambos estavam realizando pesquisas e entrevistas na região para a produção de um livro e de reportagens sobre invasões nas áreas indígenas. O Vale do Javari é uma localidade com atuação intensa de narcotraficantes, garimpeiros ilegais e madeireiros que tentam expulsar povos tradicionais da região.

O servidor da Funai, que estava licenciado de suas funções na fundação, era alvo de ameaças constantes por parte de garimpeiros e madeireiros na região. Segundo a União das Organizações Indígenas do Vale do Javari (Univaja), Bruno foi intimidado dias antes da viagem. As buscas foram coordenadas pela Polícia Federal e tiveram o auxílio de outras forças de segurança.
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