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14/11/18 às 23:44

Barra do Garças/MT - Presidente da Funai, Wallace Bastos, se reúne com lideranças do Povo Xavante, em Mato Grosso

Assessoria

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Barra do Garças/MT - Presidente da Funai, Wallace Bastos, se reúne com lideranças do Povo Xavante, em Mato Grosso

O presidente da Funai ouve o cacique Damião Paridzané

Foto: Hilda Araújo e Gérson Campos/Funa

Lideranças de Terras Indígenas de Areões, Pimentel Babosa e Marãiwatsédé realizaram uma reunião com o presidente da Fundação Nacional do Índio, Wallace Bastos, para tratar sobre as condições do Povo Xavante. O fortalecimento da Coordenação Regional de Ribeirão Cascalheira-MT e a ampliação do Comitê Regional estiveram entre os principais temas abordados durante o encontro.

Cerca de 50 indígenas Xavante participaram da reunião na Câmara de Vereadores de Ribeirão Cascalheira-MT, na última quinta-feira (7), que também contou com a participação da Coordenação Regional/Funai de Ribeirão Cascalheira e da Coordenação Técnica Local Água Boa I, o ouvidor da Fundação, Thiago Fiorotti, e a coordenadora-geral de Gestão Estratégica, Núbia Augusto de Sousa. As lideranças indígenas expuseram os problemas das aldeias e apresentaram suas reivindicações.
 

De acordo com relatória da reunião, produzido pela Coordenação Regional de Cuiabá, o cacique da aldeia Wedeze (TI Pimentel Barbosa), Tsetetó Siruapi, disse que há esperança por melhor assistência e pediu que sejam consideradas as diferenças que existem entre Povos Xavantes. O cacique afirmou que "o trabalho da Funai deve ser feito com quem gosta de indígena e que todos somos iguais e devemos trabalhar e lutar pela causa indígena".

Representante da TI Areões, Anderson Siruiá, afirmou que desde de 1983 outra terra indígena espera por demarcação: a TI Areões II. Ele também comentou sobre a importância para o Povo Xavante da relação entre sustentabilidade e mecanização da lavoura. Ao falar sobre a retirada ilegal de madeira nos territórios indígenas, Siruiá cobrou mais estrutura para que a Funai atenda a comunidade da TI Areões.

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Damião Paridzané, cacique geral da TI Marãiwatsédé, reivindicou o início das obras do desvio da BR-158 para que a estrada não passe dentro do território indígena, bem como a aplicação imediata do plano protetivo do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes). Paridzané também cobro a melhoria da fiscalização por parte da Funai, Polícia Federal e Ibama contra as agressões sofridas por indígenas Xavante.

José de Arimateia Tserewamriwe Tserenhitomo, outra liderança da aldeia Marãiwatsédé, apresentou a preocupação da comunidade indígena em relação à BR-158 e reivindicou a necessidade de se efetivar o coordenador regional da Fundação para a região. Ele agradece a presença do presidente da Funai, ressaltando que ela cumpra as determinações da Convenção Nº 169 da Organização Internacional do Trabalho
.
 

Reunião com servidores da Funai na Coordenação Regional de Ribeirão Cascalheira
 
Ponte de diálogo 

Ainda de acordo com o relatório, Jurandir Siridiwê Xavante, liderença da Terra Indígena Pimentel Barbosa, salientou a participação e o diálogo proporcionados pelo encontro entre o presidente e o Povo Xavante. Ao comentar os casos de invasão de terras indígenas por não índios, Siridiwê salientou a importância do Comitê Regional e abordou aspectos da fiscalização e da gestão ambiental e territorial.

Wallace Bastos afirmou que o orçamento de 2019 deve atender às três Terras Indígenas, cuja aplicação será decida com a avaliação do Comitê Regional. Bastos destacou "a importância do diálogo para que seja definido o chefe da Coordenação Regional". Sobre a BR 080, ele explicou que "serão reiniciados os trabalhos para a identificação do componente indígena, tendo em vista que o resultado do trabalho anterior foi rejeitado pelos indígenas e pela Funai", explicou.

Antes da reunião com as lideranças indígenas, Bastos também se reunião com servidores da Funai na sede da Coordenação Regional de Ribeirão Cascalheira. O coordenador regional substituto, Alexandre Croner, disse que este encontrou serviu para que os servidores da Funai pudessem falar sobre os problemas que enfrentam para efetivar a política indigenista dentro das aldeias, no contato direto com os índios. "O fato de o presidente ter ido conversar com os índios frente a frente dá um novo ânimo para que a comunidade trabalhe, já que nós temos uma da presidência da Funai presente nas aldeias para saber o que que passamos lá e como fazer para melhorar o atendimento aos indígenas", disse.

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