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Estado admite erro em operação e exonera comandante do 9° Batalhão da PM PDF Imprimir E-mail
Escrito por O Documento   
Sex, 13 de Julho de 2012 21:58

O Estado admitiu que a Polícia Militar errou na operação de reintegração de posse da área onde estava localizado o bairro Humaitá I, que terminou com 15 moradores do local feridos com balas de borracha. Por conta disso, o governador Silval Barbosa (PMDB) determinou o afastamento do comandante do 9° Batalhão da Polícia Militar, o oficial Raaygino Sarly Rodrigues Setúbal.

O secretário de Segurança Pública, Diógenes Curado, afirmou que a Corregedoria da Polícia Militar já foi acionada para apurar a agressão a 15 pessoas por policiais do 9º Batalhão e da Ronda Ostensiva Tático Móvel (Rotam) durante uma reintegração de posse de uma área localizada no Parque Humaitá, região do Coxipó, em Cuiabá, nesta quinta...

O confronto ocorreu porque as famílias se recusavam a deixar a área de 29 mil metros quadrados que foi ocupada em 2011, uma vez que muitas das cerca de 48 famílias já haviam construído casas no local. Dez residências entre casas de tijolo e barracos que estavam sendo construídos no local foram derrubados por patrolas. O clima no local ficou tenso e então os policiais atiraram contra os moradores. Os policiais chegaram ao local por volta das 11h acompanhados de oficiais de Justiça e o confronto ocorreu por volta das 12h.

Conforme Diógenes, o procedimento adotado pelos policiais “saiu fora do contexto”. Mesmo assim, ele garante que qualquer tipo de sanção só será adotada após a conclusão do procedimento administrativo aberto pela Corregedoria da PM. “É necessário esperarmos a conclusão da investigação para só então falarmos se houve ou não excesso por parte da polícia”, defendeu.

O prazo para que a Corregedoria da PM apure o caso deve durar cerca de 30 dias. “Esse prazo pode ser maior ou menor, dependendo do rumo das investigações”, diz Diógenes.

O secretário afirmou também que tanto a cúpula da PM quanto a sociedade de forma geral não deve fazer pré-julgamentos. “Temos que pensar que os policiais são pessoas e estão passíveis de falhas”.

 

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