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11/08/15 às 10:21

GREVE NA UFMT: Paralisação dos professores entra no terceiro mês sem avanço nas negociações

Categoria quer 27,3% de reajuste salarial imediato. Governo federal oferece 21% escalonado em quatro vezes.

KEKA WERNECK

REPÓRTER MT

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GREVE NA UFMT:  Paralisação dos professores entra no terceiro mês sem avanço nas negociações

Grevistas voltam a se reunir em assembleia geral nesta terça-feira (11), às 14 horas, no auditório da Associação dos Docentes da UFMT, campus de Cuiabá.

Foto: Divulgação via Repórter MT

A greve dos professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) entra no terceiro mês, sem qualquer previsão de término.

A paralisação por tempo indeterminado na UFMT foi aprovada em Assembleia Geral do dia 28 de maio e depois disso as negociações com o governo federal não avançaram.

 
A greve que começou com poucas universidades, chegou na semana passada a 45 adesões, das 66 instituições federais de ensinos existentes no país.
 
Os docentes querem 23,3% de reajuste imediato. O governo oferece 21% escalonado em 4 anos.

A greve que começou com poucas universidades, chegou na semana passada a 45 adesões, das 66 instituições federais de ensinos existentes no país.

Os técnico-administrativos da UFMT também estão em greve.

Tanto docentes, quanto técnicos estão articulados em um fórum de servidores federais, que também reivindicam direitos trabalhistas, mas igualmente sem avanços. As categorias estão negociando juntos com o governo e pedindo a mesma correção salarial.

Na UFMT, tem uma assembleia geral dos docentes prevista para esta terça-feira (11), às 14 horas, no auditório da Associação dos Docentes da UFMT, campus de Cuiabá.

 
A UFMT tem 1667 docentes e 1544 técnicos administrativos e mais de 21 mil alunos em seus 101 cursos de graduação e nos 56 de pós-graduação, que não estão parados.
 
A UFMT tem 1667 docentes e 1544 técnicos administrativos e mais de 21 mil alunos em seus 101 cursos de graduação e nos 56 de pós-graduação, que não estão parados. Só mestrado e doutorado estão ativos.

Quanto aos campi da UFMT todos estão sem aula e outras atividades: de Cuiabá, Rondonópolis, Barra do Garças, do Pontal do Araguaia, de Sinop e Várzea Grande.

A reitora da UFMT, Maria Lúcia Cavali Neder, disse ao que está "no apoio do movimento no sentido de garantir a negociação entre as partes na intenção de encaminhar uma saída mais breve possível para esta situação de greve".

"O reajuste que estão reivindicando é justo e no Executivo os docentes das instituições federais são os que ganham menos", destaca a reitora.

Segundo ela, como presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais (Andifes), irá receber esta semana as duas categorias, docentes e técnicos das universidades, para uma conversa em Brasília.

Com relação à preocupação de boa parte dos alunos com o calendário escolar, ela afirma que pode até atrasar, mas não haverá perda de horas-aula. "Podemos chegar até o final de dezembro e começar bem no início de fevereiro, mas faremos um calendário para regularizar isso", afirma a reitora.
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