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08/03/17 às 11:59

DIA DA MULHER - Mulheres falam do preconceito e de como questão de gênero está ficando para trás no mercado de trabalho

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DIA DA MULHER - Mulheres falam do preconceito e de como questão de gênero está ficando para trás no mercado de trabalho

Glaucia Amaral - Procuradora

Foto: Divulgação

O velho mito de que, para avançar na carreira profissional e alcançar posições de comando, as mulheres precisam abrir mão da família, da maternidade e da vida afetiva está sendo ultrapassado. É evidente que há um longo caminho ainda a ser percorrido, principalmente quando o tema envolve os postos de alta gestão.

No Brasil, onde apenas 7,2% das posições nos conselhos administrativos são ocupados por mulheres – conforme revelam os dados do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) – as estatísticas só comprovam o que na prática as mulheres vivem no mercado de trabalho, uma tentativa velada de submissão, muitas vezes explícita, ao conceito estereotipado de feminino.

Mas para muitas mulheres, essa realidade supostamente hostil não é intimidante e já foi até mesmo superada. Hoje, dia em que se comemora o Dia Internacional das Mulheres, conversamos com algumas mulheres de Mato Grosso que dão exemplo de que a competência é que manda no mercado e mostram que a questão de gênero está se tornando cada vez mais secundária.

A presidente da Associação de Procuradores do Estado de Mato Grosso, a procuradora Glaucia Amaral, atua há 20 anos como operadora do Direito, construiu carreira na administração pública e se destaca pela atuação e pelo reconhecimento de seu trabalho. Contudo, Glaucia conta que  já passou por situações de preconceito em várias ocasiões, por ser mulher.

“Toda mulher está sujeita ao preconceito, e isso se intensifica em profissões concorridas. Embora o ingresso no serviço público seja por concurso que garante isonomia entre homens e mulheres, oferecendo as mesmas oportunidades, no Brasil os cargos de confiança são, na maioria das vezes, ocupados por homens”, falou.

Glaucia Amaral pondera que a mulher atuante no Poder Judiciário é vista muitas vezes com estereótipos associados com os padrões criados pela sociedade patriarcal, que enxerga a mulher como aquela que precisa ser submissa ao marido, ter filhos, corpo magro e não expressar o estresse. “É como se a mulher por ocupar uma posição de liderança ou por ser bem-sucedida no mercado de trabalho não pudesse ser o que é, sem obedecer a nenhum perfil pré-determinado pela sociedade”.

 
Giovana Velke - Foto: Sindicato Rural de Campo Novo do Parecis

A presidente do Sindicato Rural de Campo Novo do Parecis, Giovana Velke, que atua em um ambiente eminentemente masculino, avalia que para não enfrentar preconceitos é preciso atuar com pulso forte e exigindo de respeito. Casada e grávida do primeira filha, Giovana é também é empresária e atua no setor administrativo da fazenda do pai, onde cultivam soja e milho.
 
“Percebo que minha atuação, enquanto administradora dos negócios familiares, presidente de uma entidade de alta notoriedade e dona do próprio negócio pode causar certo espanto, mas não há espaço para preconceito porque sempre sou transparente nas minhas relações. Por outro lado, infelizmente, ainda existe muita discriminação contra a mulher que atua na área operacional e agronômica no campo, como ocorre da porteira para dentro, como ocorre em muitas fazendas”, relata Giovana. Ela pontua que atualmente o campo exige mais técnica à força física, o que garante a homens e mulheres o mesmo direito de atuar no mercado de trabalho, sem este tipo de distinção. “A inteligência e a técnica têm permitido que a sociedade seja mais equânime. Superar as barreiras que ainda são impostas pelo preconceito é uma questão de evolução”.

Para a médica Fernnanda Pigatto os desafios das relações interpessoais estão mais pautados sobre a aceitação ainda limitada por algumas pessoas em relação ao fato de ela ser jovem. Com apenas 31 anos de idade, Fernanda é médica pediátrica, diretora-técnica do Hospital Femina, mãe de gêmeos e atuante no mundo dos negócios.

“O tempo para administrar tudo isso é bem limitado, mas com determinação e força de vontade, dou conta de todas as obrigações”. Fernanda relata que ainda não foi vítima de preconceito por ser apenas mulher, e sim por ser uma “jovem mulher” e ocupar uma função de alta responsabilidade.

 
Juíza Ana Cristina Silva Mendes - Foto:  AMAM

Para a juíza Ana Cristina Silva Mendes, que é vice-presidente da Associação dos Magistrados de Mato Grosso (Amam), o início da carreira de magistrada há 18 anos foi de muitos desafios, principalmente na Comarca de Juína, onde enfrentou preconceitos por ser mulher.

Hoje, com 48 anos, casada, mãe de três filhos, Ana pontua que as múltiplas faces conquistadas pelas mulheres, principalmente o espaço de igualdade no mercado de trabalho é motivo de orgulho. “Principalmente porque conseguimos realizar diversas atividades por opção e não por imposição. Penso que muitos avanços ainda deverão ocorrer em relação a igualdade entre homens e mulheres, mas depende de cada um promover a cultura de igualdade”, afirma Ana Cristina.aldade”, afirma Ana Cristina.
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