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05/08/15 às 07:54

Famato discute criação de Comitê Sanitário Agropecuário de Mato Grosso

Ascom

Famato

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Famato discute criação de Comitê Sanitário Agropecuário de Mato Grosso

Foto: Ascom Famato

A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), juntamente com outras entidades de classe e órgãos de defesa e sanidade animal e vegetal de Mato Grosso, pretende criar um Comitê Sanitário Agropecuário de Mato Grosso. Um dos objetivos do comitê será organizar um plano de ação para preparar o estado para que no futuro seja retirada a vacinação contra a febre aftosa.
 
O assunto foi abordado nesta terça-feira (04/08) durante uma reunião entre representantes da Famato, Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Fundo Emergencial de Saúde Animal (Fesa), Superintendência do Ministério da Agricultura e Pecuária em Mato Grosso (SFA-MT), Associação dos Criadores de Suínos (Acrismat) e Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT).
 
A discussão da retirada da vacinação contra a febre aftosa é uma tendência no Brasil e em outros países da América do Sul. Uma das vantagens é conquistar outros mercados consumidores, com rigorosas exigências sanitárias como a Austrália e o Japão, contribuindo para aumentar a receita e o volume das exportações. Mas, para isso, Mato Grosso precisa estar com os órgãos de defesa sanitária preparados para garantir maior segurança ao rebanho bovino.
 
A reunião foi uma “prévia” para alinhar as informações que devem ser levadas para um encontro com o grupo técnico de sanidade animal da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) dia 19 de agosto, em Brasília.
 
Segundo o representante da Comissão de Sanidade Animal da Famato e presidente do Sindicato Rural de Santo Antônio de Leverger, Antônio Carlos Sousa, a intenção é formar um comitê com representantes das associações e entidades públicas e privadas para agrupar todas as demandas sanitárias animal e vegetal que precisam ser trabalhadas em Mato Grosso.
 
“Temos que ampliar a discussão para fortalecer não só Mato Grosso, mas nos estados vizinhos para caminharmos em bloco e não solitários. A vacina exige um investimento muito grande, um custo alto para o produtor. Sabemos da importância que ela teve e o por isso temos que avançar, até para abrir novos mercados para países mais exigentes”, afirma Sousa.
 
Mato Grosso está desde 1999 sem registrar nenhum foco da doença. O último episódio de febre aftosa no Brasil ocorreu em 2006 no Paraná. Este ano, o Paraná está pleiteando junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) reconhecimento de área livre de febre aftosa sem vacinação. Mas isso ainda deve levar dois anos para que todas as exigências internacionais sejam cumpridas.
 
Reunião – Dia 31 de agosto a Famato também participará de uma reunião da Comissão Nacional de Bovinocultura do Corte da CNA, em Esteio, no Rio Grande do Sul. O tema em discussão será o plano de retirada da vacinação contra a febre aftosa do Paraná. Representantes da Federação de Agricultura do Paraná (Faep) irão expor as ações e medidas que estão sendo adotadas para retirar a vacinação da febre aftosa no estado. O encontro terá a participação do Centro Panamericano de Febre Aftosa (Panaftosa).
 
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