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02/01/17 às 18:10 / Atualizada: 02/01/17 às 18:34

Assentamento sustentável

Em Juruena, 250 famílias do Vale do Amanhecer criaram alternativa à exploração da madeira

Maiana Diniz, da Agência Brasil

Edição para Água Boa News, Clodoeste Kassu

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Assentamento sustentável

O assentado Antônio Bento de Oliveira coletou mais de 2 mil kg de castanha na Floresta do Vale na safra 2015/2016

Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

Assentados trocam a madeira por renda sustentável em reserva legal comunitária
 
desmatamento_4.8.pngSituado na região do Arco do Desmatamento, no noroeste de Mato Grosso, o município de Juruena abriga o Vale do Amanhecer, um assentamento com 140 km² de área onde vivem 250 famílias. Implantado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em 1999, o local é um caso raro de sucesso entre assentamentos de reforma agrária na região, tornando-se modelo e referência por conseguir aliar conservação ambiental e geração de renda, com aumento da qualidade de vida das famílias assentadas.

Na etapa de regularização, foi criada uma reserva legal comunitária, com área de 72 km², equivalente a 7,2 mil campos oficiais de futebol. A Floresta do Vale, como é chamada, é um importante reduto da vegetação nativa e tem garantido renda sustentável aos assentados. O local tem alto potencial para o extrativismo, com cerca de 2,5 mil castanheiras.
 
A região de Juruena tem grande relevância ambiental por ser um ecótono, área de transição entre dois biomas, o cerrado e o amazônico. “As áreas de transição de ecossistemas abrigam espécies endêmicas, ou seja, que só existem aqui. Se a vegetação não for protegida, essas espécies podem ser extintas”, explica o engenheiro agrônomo Paulo César Nunes, um dos precursores do desenvolvimento sustentável na região.

Os assentados não lucram com a
desmatamento_4.2.png madeira. A ideia é trabalhar somente com produtos florestais não madeireiros. “A castanha é abundante e ainda há outras possibilidades, como a copaíba, o jutaí, jatobá e cumaru. Nem 20% do potencial dos recursos da floresta são explorados”, estima Paulo Nunes.
O assentado Antônio Bento de Oliveira e o filho Alexandre, naturais de Niquelândia (GO), coletaram cerca de 2 mil quilos de castanha na reserva comunitária na safra 2015/2016. “Estou ganhando mais com a castanha do que com o leite. No sítio eu tenho horta e mexo com pecuária de leite, mas a castanha rende mais”, diz, alegando que o sítio é pequeno para sustentar uma família de quatro filhos.

As propriedades do Vale do Amanhecer têm 24 hectares de terra, equivalente a 24 campos de futebol. Oliveira tem 25 cabeça de gado no sítio que comprou em 2004, quando os primeiros donos, que ganharam a terra, decidiram partir após explorar a madeira da propriedade. “Se não fosse essa organização em torno da castanha, ninguém estava mais aqui”, aposta Oliveira.

 
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Antônio Bento de Oliveira explica com a castanha é coletada - Marcelo Camargo/ Agência Brasil
 
Ele conta que a vida de extrativista não é fácil. “Em primeiro lugar, tem que andar na mata fechada. Precisa tomar cuidado com cobra e outros animais e para não ser atingido por ouriços que caem da castanheira e podem matar.” A árvore pode chegar a 50 metros. Os extrativistas catam no chão os ouriços, uma espécie de casca, rígida, que protege as castanhas. Com o uso de um facão grande quebram e retiram as castanhas, protegida por outra casca. Depois precisam carregar as castanha in natura, pois não há como entrar com veículos na Floresta do Vale.

Os castanhais não têm donos, quem chegar primeiro pode pegar a castanha. “Só os assentados podem pegar, mas não dá briga. Tem para todos”, afirma Oliveira.

A venda da castanha é garantida. A produção é comprada pela Cooperativa dos Agricultores do Vale do Amanhecer (Coopavam), criada pelos assentados em meados de 2008 para beneficiar e comercializar o produto. A cooperativa tem 67 sócios registrados e compra castanha de cerca de 1,5 mil famílias de extrativistas que deixaram de vender o produto a preço baixo para atravessadores. Entre os vendedores estão os povos indígenas Apiaká, Caiaby, Munduruku e Cinta Larga. Antes da safra, a Coopavam define e informa o volume que será adquirido.

Pelo projeto Doação Simultânea, firmado no âmbito do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), a Coopavam vende parte da produção para a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) que doa os alimentos para merenda escolar, redes de atendimento socioassistencial, restaurantes populares e cozinhas comunitárias. Essa castanha é usada para alimentar 42 mil pessoas em situação de risco de insegurança alimentar e nutricional em oito municípios do noroeste do estado, segundo a Coopavam. Além disso, a cooperativa negocia com grandes empresas, entre elas, Jasmine, Mãe Terra e Natura.
 
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Assentado costura sacos para armazenar a castanha in natura - Marcelo Camargo/ Agência Brasil
 
Em 2008, os atravessadores pagavam cerca de R$ 0,50 pelo quilo da castanha. No mesmo ano, a Coopavam começou a atuar pagando R$ 1,20 por quilo. Na safra de 2015/2016, pagou R$ 3,50 pelo quilo da castanha in natura. Até abril, a cooperativa já havia adquirido 80 toneladas de castanha.
 
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Assentados trabalham com a castanha na COOPAVAM - Marcelo Camargo/ Agência Brasil
 
Além do trabalho extrativista, os assentados também podem trabalhar na fábrica de beneficiamento da cooperativa durante o período da safra. Antônio Oliveira, por exemplo, extrai e agora trabalha na quebra da castanha por diária. A quebra consiste em retirar a casca. Eles ganham de acordo com a produção, os sócios da cooperativa R$ 1,90 por quilo e os não sócios, R$ 1,40. A quantidade de trabalhadores varia. “Trabalhando todos os dias, em dois turnos, dá para tirar uns R$ 3 mil por mês”, diz Oliveira.

Os cuidados de higiene nas instalações chamam a atenção. Todos trabalham uniformizados e os cooperados estão capacitados para as atividades de secagem, seleção, quebra, torragem e embalagem da castanha. A cooperativa também tem galpões para estocagem. Só a etapa de secagem eleva o preço em 30%. A castanha embalada é vendida por cerca de R$ 30, o quilo.

A presidente da Coopavam, Luzirene Lustosa, afirma que todas as decisões são tomadas de forma coletiva. “A administração e logística do negócio é comandada por assentados”. Segundo ela, novas ideias têm surgido entre os cooperados para expandir e qualificar o negócio. A expectativa é que este ano negociem de 200 a 300 toneladas do produto.


Ajuda externa é bem-vinda frente a pouca consciência ambiental e resistência ao extrativismo

O Vale do Amanhecer é o único assentamento do Brasil que tem a reserva legal homologada e todas as castanheiras georreferenciadas. “É a única floresta realmente protegida e monitorada em assentamentos do país”, orgulha-se Paulo César Nunes, coordenador geral e idealizador do projeto Sentinelas da Floresta, que viabiliza a estruturação de uma nova cadeia produtiva para a região, alternativa à da madeira.

Assentados reconhecem que o projeto Sentinelas da Floresta, da Cooperativa dos Agricultores do Vale do Amanhecer (Coopavam), foi vital para viabilizar a organização dos assentados e indígenas para a criação da cadeia econômica da castanha em Juruena, inclusive com a implantação da fábrica de beneficiamento do produto. O projeto envolve duas associações de assentados e quatro de povos indígenas, atuando em todas as etapas da profissionalização da cadeia produtiva. “Sem o projeto, talvez não tivéssemos nem reserva comunitária. Também não teríamos conseguido acessar crédito nem montar a estrutura da fábrica”, avalia a cooperada Leonilda Grassi Bus.

Atualmente o projeto é financiado pelo Fundo Amazônia, por meio do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A iniciativa é premiada pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela Fundação Banco do Brasil e já recebeu apoio do Programa Petrobras Socioambiental e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), além do governo federal.
 
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Marcelo Camargo/ Agência Brasil
 
Nunes conta que levou anos para conscientizar os assentados de que investir na castanha valia a pena. “É uma questão cultural mesmo. Quem trabalha por muito tempo com pecuária, por exemplo, acha que o futuro é aquele.” Ele argumenta que os assentados ainda precisam de apoio externo para se organizar e gerenciar o empreendimento, mas destaca que é importante fomentar o surgimento de novas lideranças que possam conduzir os negócios sem ajuda. “Demos passos grandes, mas a caminhada é longa”, avalia.

Segundo Paulo Nunes, a prioridade da cooperativa é qualificar mais pessoas para trabalhar na administração e gestão dos contratos. “A parte da produção já está muito avançada, mas a parte negocial pode evoluir”, avalia. A castanha produzida pela cooperativa tem certificação orgânica reconhecida no mercado interno e externo.
 
 
Mulheres assentadas do Vale do Amanhecer lideram a comunidade rumo ao desenvolvimento sustentável
 
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Mulheres são maioria no trabalho com a castanha na COOPAVAM - Marcelo Camargo/ Agência Brasil
 
O fato de o trabalho na Cooperativa dos Agricultores do Vale do Amanhecer (Coopavam) permitir horário flexível fez com que muitas assentadas se envolvessem com o negócio, pois elas conseguem conciliar os cuidados com a família e a dedicação ao emprego. “Muitas trabalham no período em que as crianças estão na escola. Muitas amigas e colegas hoje tiram mais na cooperativa do que os maridos com a terra. Com o dinheiro conseguem manter a casa e fazer as compras de mercado”, contou Luzirene Coelho Lustosa, presidenta da cooperativa.

Antes de se tornar assentada e então empresária, Luzirene foi garimpeira. “Eu destruía. Vivia no Garimpo de Juruena, em Peixoto de Azevedo. Minha família sempre foi envolvida com garimpo. Quando engravidei, e lá a situação era precária, eu me mudei para cá”. Quando ela chegou à cidade, em 1995, a atividade madeireira era intensa e Luzirene logo conseguiu emprego em uma serraria. “Aqui tinha muita floresta. Nós derrubamos quase tudo. Falamos 'derrubamos' porque a gente também tinha esse pensamento”, reconhece.
 
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Presidente da COOPAVAM, Luzirene Lustosa foi de garimpeira a empresária - Marcelo Camargo/ Agência Brasil
 
Pouco tempo depois que chegou a Juruena, Luzirene se casou com um agricultor. Ela lembra que em 1996 começaram as inscrições dos interessados em viver no assentamento que seria criado pelo Incra. “Em 99 a terra saiu e fui com meu marido e dois filhos para lá. Não sabia mexer com roça, não sabia fazer nada.” Ela assume que quando chegaram na terra, a primeira coisa que fizeram foi derrubar toda a mata. Por alguns anos plantaram milho e arroz, depois usaram o solo para pastagem. “Mas a renda não era boa. Com aquele pedacinho de terra não dava para sobreviver só do gado, sempre trabalhamos fora”, diz.

Ela conta que, no início, discordou da proposta de criação de uma floresta comunitária. “A gente não queria floresta, a gente queria todo o nosso pedaço. A gente queria derrubar, plantar, queria a terra completa. A gente não tinha esse entendimento. Não tinha essa visão de que um dia a castanha daria certo.”

Ela disse que enfrentou grande resistência do marido quando separou R$ 100 para se associar à cooperativa. “Acreditei desde o começo. Minha matrícula é a número um, fui a primeira associada. Ele não acreditava que poderia dar certo”, recorda.

Luzirene lembra que a primeira diretoria da cooperativa era composta por seis homens. “A parte administrativa ficava toda por conta deles. Teve uma época que eu participei do Conselho Fiscal e era a única mulher. Quando falava, pediam para eu ficar calada.”

Ela diz que não sabia nem fazer serviços bancários básicos quando ganhou a eleição para a diretoria. Hoje, entretanto, as mulheres são maioria na liderança da cooperativa e negociam com grandes empresas com cada vez mais segurança. “Fui aprendendo no dia a dia. Antes eu tinha medo de falar com pessoas estudadas de empresas que sabem negociar, sabem tudo, eu senti um pouco de aflição. Hoje eu não sinto, porque eu conheço o meu produto”, conta.

Para ela, a parte mais difícil do trabalho é o aspecto social, fundamental para convencer e informar os assentados dos benefícios de trabalhar com a floresta em pé. “A parte mais difícil do trabalho é lidar com as pessoas, mas também é o mais gratificante.”


Associação de Mulheres Cantinho da Amazônia

As agricultoras do Vale do Amanhecer criaram a Associação de Mulheres Cantinho da Amazônia (AMCA), composta por assentadas que fazem biscoitos e macarrão de castanha, agregando valor ao produto. Elas usam a farinha da castanha da cooperativa, subproduto da fabricação do óleo da castanha.
 
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Leonilda Bus vende a produção orgânica na feira de Juruena - Marcelo Camargo/ Agência Brasil
 
Os produtos são vendidos por R$ 15 o quilo. “Criamos a Associação em 2009 e em 2011 começamos a trabalhar”, conta a presidente Leonilda Grassi Bus. “O meu marido ficou meio revoltado quando eu me envolvi, mas sabe que eu sou independente, então acabou aceitando”, lembra.

Nida, como é conhecida, chegou em Juruena em 1982, vinda do Paraná. No estado de origem era arrendatária de terra e trabalhava com agricultura. Mudou-se em busca de uma terra própria. Até hoje monta a banca da feira da cidade duas vezes por semana, onde vende leite, queijo, ovos, frango, alface e as bananas que produz no sítio.

Ela disse que Juruena mudou muito nas últimas décadas. “Quando cheguei era tudo mato. Não tinha opção aqui, não se achava nada para comprar, como carne, ovos, leite. Os primeiros que chegaram não tiveram assistência, a única opção era derrubar”, conta. Segundo Nida, no início do assentamento não era possível viver da renda do sítio. “Eu e meu marido trabalhávamos fora, trabalhei no hospital e na prefeitura.”

Hoje, se dedicando à cooperativa e à associação, além da propriedade rural, Leonilda garante que a vida está melhor.

 
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Castanhas no processo de secagem na COOPAVAM - Marcelo Camargo/ Agência Brasil

 
Defensor de novos modelos de desenvolvimento, Paulo Nunes destaca a importância ambiental e cultural da castanha do Brasil
 
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O líder comunitário Paulo Nunes defende novos modelos de desenvolvimento - Marcelo Camargo/ Agência Brasil
 
Além do potencial econômico e da alta qualidade nutricional, a valorização da castanheira também envolve aspectos culturais e ambientais que merecem destaque. Especialista no assunto, Paulo Nunes disse que há evidências de que muitos dos castanhais da Floresta Amazônica foram plantados há milênios pelos povos nativos que viviam na região. “A castanheira até hoje é cultuada por muitas etnias indígenas daqui”, afirma.

Nunes explicou que a árvore Bertholletia excelsa é importante para o bioma amazônico porque desenvolve relação com diversas espécies da fauna e da flora nativa. “A árvore da castanha alimenta muitos animais e abriga diversas espécies que se desenvolvem na sua copa”, diz. Cada árvore pode produzir de 30 a 600 quilos de castanha por ano.

 
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A árvore Bertholletia excelsa, a castanheira, é importante para o bioma amazônico porque desenvolve relação com diversas espécies da fauna e da flora nativa - Marcelo Camargo/ Agência Brasil
 
O corte e a comercialização das castanheiras são proibidos há décadas no país. Atualmente a árvore é protegida pelo Código Florestal. Paulo Nunes considera a estratégia insuficiente. “Isso não ajudou em nada a proteger a espécie. O resultado são cemitérios de castanheiras, porque elas secam e morrem quando estão sozinhas, não resistem ao vento nem à falta de insetos polinizadores que só vivem na floresta”, lamenta o engenheiro agrônomo. Para ele, o caminho é conscientizar as pessoas de que vale a pena, inclusive financeiramente, conservar a mata em pé.

Nunes ressalta que é preciso combater preconceitos culturais em Mato Grosso que dificultam o entendimento sobre os benefícios do extrativismo. “Na cabeça de muitos, a reserva legal comunitária do assentamento Vale do Amanhecer, um caso comprovado de sucesso, veio para atrapalhar. Acham que a região estaria mais desenvolvida se tivesse mais terras abertas e menos floresta”, conta.

Paulo Nunes assistiu à derrubada de grande parte da vegetação nativa do município. Ele chegou a Juruena em 1992, quando a cidade contava com 800 habitantes, para trabalhar em um projeto socioambiental com as famílias que estavam chegando do Sul e do Sudeste. Em 2015, o IBGE estimava a população do município em 13.933 habitantes. “Buscávamos um meio de vida para as pessoas que não paravam de chegar em processo de colonização privada. O meu primeiro trabalho foi buscar formas para eles trabalharem com agricultura familiar em uma região de floresta tropical, com um clima muito diverso do de origem, onde estavam habituados a cultivar de outra maneira”, recorda.

A Vila de Juruena foi fundada em 1978, a partir de um projeto particular de colonização da região. “Após explorar a madeira, muitos colonizadores foram embora e deixaram para trás terras ocupadas por pecuária pouco produtiva. Acredito que o caminho de agora para frente pode ser diferente.”

Apesar de reconhecer os avanços na região, Nunes alerta que há muito trabalho pela frente. Segundo ele, estudos realizados no noroeste de Mato Grosso por especialistas em controle de desmatamento mostram que a tendência é o desaparecimento das matas. “Os estudos de modelagem de cenários mostram que se não houver mudanças, em três décadas, a floresta não vai existir, abrindo espaço para que as atividades agropecuárias tomem conta”, lamenta.
 
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Plantações de soja são paisagem comum no Mato Grosso  - Marcelo Camargo/ Agência Brasil
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