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27/12/16 às 21:36

Nova Olímpia - Cadela espera há um mês em porta de hospital por dono que morreu

Dono, que faleceu devido um câncer, morava sozinho com o animal. Belinha seguiu a ambulância que levou o dono até o hospital.

Do G1 MT

Edição para Água Boa News, Clodoeste Kassu

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Nova Olímpia - Cadela espera há um mês em porta de hospital por dono que morreu

Belinha se tornou mascote dos funcionários do hospital

Foto: Reprodução/TVCA

A presença de uma cadelinha na porta do Pronto Socorro de Nova Olímpia, a 207 km de Cuiabá, comoveu funcionários e pacientes do hospital. Há um mês, Belinha espera pelo dono, que faleceu na unidade durante o tratamento contra um câncer. O homem, que tinha 58 anos, vivia sozinho com o animal.

O socorrista que levou o paciente até o hospital, Amir Rodrigues dos Santos, explica que Belinha seguiu a ambulância. “Quando a gente colocou o paciente na ambulância a cachorrinha já estava ao lado dele”, conta.

 
 
Desde então, a cadela faz vigília na porta de entrada e saída dos pacientes, farejando todos que passam pelo local. “A última lembrança dela é dessa entrada dele nessa porta e até hoje ela está aqui, porque o paciente infelizmente veio a óbito”, diz Amir.

O animal se tornou um mascote do hospital. Belinha recebe alimentos, cuidados e carinho dos funcionários e pacientes. “É o xodó aqui do hospital, todos aqui cuidam dela, fazemos o que podemos pela cachorrinha”, explica o motorista Reginaldo Mezidio.


Cadela seguiu a ambulância que levou o dono até o hospital (Foto: Reprodução/TVCA)Cadela seguiu a ambulância que levou o dono até o hospital (Foto: Reprodução/TVCA)

Segundo Tânia Furtado, que trabalha como técnica de enfermagem da unidade há 18 anos, o dono costumava levar Belinha junto com ele ao hospital, durante as consultas.

“Ela está esperando ele sair daí de dentro. A esperança dela é ver o seu Benedito sair e levar ela para casa. Isso representa o amor, o carinho e o cuidado que ele tinha por ela. Ele levava ela a todos os lugares. Então a gente vê um ato de amor e carinho”, diz Tânia.

“Enquanto ninguém chamar a nossa atenção a gente vai cuidando dela”, completa.
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