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21/10/16 às 22:14

Campo Verde - Movimento exige salário menor para vereador

Patrícia Helena Dorileo - Gazeta

Edição para Água Boa News, Clodoeste Kassu

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Campo Verde - Movimento exige salário menor para vereador

Doralice Pereira protocolou nesta sexta projeto para cortar salários de vereadores

Foto: Divulgação

A revolta por conta dos altos salários doss vereadores mobilizou a população de Campo Verde.

Nesta sexta-feira (21) o movimento Juntos Por Campo Verde protocolou um projeto de lei na Câmara do município que pede a equiparação salarial dos parlamentares aos salários dos professores da rede municipal de ensino.

Ou seja, eles reivindicam que os vereadores recebam R$ 2.168,57, remuneração dada aos educadores.

Doralice Pereira é bacharel em direito e está à frente do movimento. Ela explica que tudo começou com um vídeo circulado na cidade referente à sessão ordinária do dia 3 de outubro deste ano, na qual o presidente da casa legislativa, Welson Paulo da Silva (PSDB), deixa claro que poderá haver um aumento dos subsídios.

Ou seja, eles reivindicam que os vereadores recebam R$ 2.168,57, remuneração dada aos educadores.

Doralice Pereira é bacharel em direito e está à frente do movimento. Ela explica que tudo começou com um vídeo circulado na cidade referente à sessão ordinária do dia 3 de outubro deste ano, na qual o presidente da casa legislativa, Welson Paulo da Silva (PSDB), deixa claro que poderá haver um aumento dos subsídios.

“Quando realizamos o primeiro protesto na avenida principal, tinha 60 pessoas. No segundo, mais de 100. No dia 10, fizemos um protesto na Câmara, havia mais de 300 pessoas”, conta Doralice.

 
Reprodução

População manifesta na Câmara Municipal de Campo Verde
O projeto de lei protocolado hoje é justificado sob o princípio da moralidade, e alega que o objetivo é repelir a função de ocupantes de cargos eletivos não recaindo os representantes na busca de “dinheiro fácil”. Cada um dos 13 vereadores de Campo Verde recebem benefícios de R$ 5.800, mais R$ 5 mil de verbas indenizatórias.

“Do início do ano para cá, a Câmara já teve um gasto de R$ 3 milhões com folha de pagamento e outras coisas. Nós somos trabalhadores, a carga tributária é alta, eles estão com a máquina inchada, a folha mensal é de R$ 190 mil e não fazem nada pela cidade”, desabafa Doralice. “Nosso hospital municipal está fechado para cirurgias eletivas porque não tem recursos. Na segunda-feira, indagamos o presidente sobre o isso, mas nem sabia que estava fechado”, diz.

Os únicos 8 projetos de lei propostos durante este ano não agradam os cidadãos. “Tem projeto que institui a semana do bebê no município, alguns mudando nome de rua... Tem mais moção de aplauso que projeto de lei”, lamenta a representante do Movimento.

O grupo está organizando mais um protesto para a próxima segunda (24). “Vamos encurralar todos eles”, afirma Doralice.
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