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05/07/16 às 21:42

Lideranças de Marãiwatsédé afirmam que CPI da Funai/Incra e PEC 215 atuam juntas contra demarcações

Assessoria de Comunicação do Cimi

AGUA BOA NEWS

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Lideranças de Marãiwatsédé afirmam que CPI da Funai/Incra e PEC 215 atuam juntas contra demarcações

Foto: Divulgação

Preocupados com as notícias levadas às aldeias, oriundas de Brasília, o povo Xavante de Marãiwatsédé, noroeste do Mato Grosso, escreveu uma carta mostrando contrariedade aos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara Federal que investiga demarcações de terras indígenas e quilombolas realizadas pela Funai e pelo Incra.

Recentemente, os Xavante de Marãiwatsédé conviveram com novas e ameaças de invasão à terra indígena. O Ministério Público Federal (MPF) acompanha a situação.

A carta é dirigida ao deputado federal da bancada ruralista Nilson Leitão (PSDB/MT). Parlamentar do estado, Leitão é um dos principais defensores da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 215 também criticada pelos Xavantena – a PEC 215 pretende transferir do Poder Executivo para o Legislativo a demarcação de terras indígenas e estabelecer o marco temporal.

O parlamentar foi citado em conversas telefônicas entre indivíduos presos pela Polícia Federal, em agosto de 2014, envolvidos em esquema de invasões à Marãiwatsédé.

Leia a carta na íntegra:

Carta do povo Xavante de Marãiwatsédé
Ao deputado Nilson Leitão,
nós, A’uwe Uptabi, da Terra Indígena Marãiwatsédé, vimos através desta repudiar a CPI Funai/Incra, que pretende enfraquecer as ações de responsabilidade da Funai, que é o órgão indigenista que defende os direitos dos povos originários do Brasil, como a demarcação das nossas terras, um direito garantido pela Constituição Federal.
Defendemos a continuidade e o fortalecimento da Funai e seus trabalhos junto aos povos indígenas, pois é essencial e precisa continuar.
Repudiamos também a PEC 215 e a consideramos inconstitucional. Ela é um retrocesso nos direitos conquistados por nós e representa a destruição das florestas e exploração sem controle dos recursos dos quais nós somos guardiões e ameaça o futuro das próximas gerações.
Abaixo assinado a comunidade de Marãiwatsédé
Brasília, 4 de julho de 2016
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