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12/03/16 às 20:07

UM TIME NA CADEIA - Gestão de Silval Barbosa atinge a marca de 11 ex-secretários presos por corrupção

Fraudes envolvem desvio de dinheiro da assistência social e até venda de incentivo fiscal

Rafael Costa - Folha Max

Edição para Agua Boa News, Clodoeste Kassu

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UM TIME NA CADEIA - Gestão de Silval Barbosa atinge a marca de 11 ex-secretários presos por corrupção

Zílio, Nadaf e Marcel tiveram as prisões decretadas na 2ª fase da Sodoma

Na mira de órgãos de investigação como a Polícia Civil e o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), a gestão do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) tem sido revelada como um verdadeiro abrigo de esquemas de corrupção. No total, 11 auxiliares diretos já foram encaminhados para a prisão em caráter preventivo, ou até por condenação.

Considerado homem forte da gestão estadual, Eder Moraes exerceu durante o mandato do peemedebista as funções de secretário chefe da Casa Civil, presidente da Agecopa e, por último, titular da Secopa (Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo). Acusado de liderar um esquema de lavagem de dinheiro e outros crimes contra o sistema financeiro nacional que gerou prejuízo de até R$ 500 milhões, Eder Moraes foi preso pela acusação da Polícia Federal no transcorrer da Operação Ararath de manter um esquema que desviava dinheiro público para abastecer caixa 2 de campanha eleitoral, pagar propina, comprar sentença judicial e até comprar uma vaga de conselheiro do TCE (Tribunal de Contas do Estado). 

Já condenado pela Justiça Federal de Mato Grosso a 69 anos e quatro meses de prisão, Eder Moraes atualmente está preso no CCC (Centro de Custódia de Cuiabá) por violação ao uso da tornozeleira eletrônica. 

Considerado o homem que revolucionaria a saúde pública no primeiro ano de mandato, o ex-deputado federal Pedro Henry (PP), secretário de Estado de Saúde no primeiro ano da gestão do peemedebista, foi preso após ser condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a 7 anos e 2 meses de prisão por lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Hoje, ele está em liberdade condicional e luta pelo perdão da pena no STF (Supremo Tribunal Federal).

Em dezembro de 2014, quando foi deflagrada pela Polícia Civil na Operação Edição Extra, houve a prisão de dois secretários adjuntos. por conta da suspeita de participação em uma fraude de licitação para aquisição de material gráfico na ordem de R$ 44 milhões.

Em agosto de 2015, quando foi deflagrada a Operação Ouro de Tolo, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), foi presa a ex-primeira dama Roseli Barbosa, pela suspeita de desviar até R$ 8 milhões dos cofres da Secretaria de Trabalho e Assistência Social. Também foi preso o auxiliar direto do ex-govermador, o ex-chefe de gabinete Sílvio Cézar Corrêa de Araújo.

Em setembro, com a deflagração da 1ª fase da Operação Sodoma que apura “venda” de incentivos fiscais por meio de pagamento de propina, Pedro Nadaf, ex-secretário de Indústria e Comércio e chefe da Casa Civil, e Marcel de Cursi, ex-secretário de Fazenda, estão com dois mandados de prisão expedidos pela Justiça. 

Com a Operação Seven deflagrada pelo Gaeco, que apura um esquema de fraude de R$ 7 milhões na compra de um terreno público, foi autorizada a prisão do ex-presidente do Intermat (Instituto de Terras de Mato Grosso), Afonso Dalberto. Na ocasião, também foi autorizada a prisão preventiva do procurador aposentado do Estado, Francisco Gomes de Andrade Lima Filho, o Chico Lima, conhecido por atuar diretamente no gabinete do ex-governador Silval Barbosa, e do ex-secretário adjunto de Administração, José Nunes Cordeiro.

Nesta sexta-feira (11), foi autorizada a prisão preventiva do ex-secretário de Administração, César Zílio, quando ocorreu a 2ª fase da Sodoma. Ele é acusado de usar dinheiro oriundo de propina paga por empresários para comprar um terreno de R$ 13 milhões na avenida Beira Rio.

O próprio ex-governador Silval Barbosa (PMDB) está com a prisão decretada e acumulado derrotas jurídicas na tentativa de obter a liberdade. Silval teve a prisão decretada na 1ª fase da Sodoma por ser apontado como o líder e principal beneficiado do esquema de incentivos fiscais. Na Seven, Silval teve seu segundo mandado de prisão decretado.
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