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13/07/15 às 22:15

Ladrão condenado a 68 anos 'ganha benefício' e quase deixa prisão

Welington Sabino

Gazeta Digital

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Condenado a mais de 68 anos de prisão no regime fechado em 6 processos por roubo à mão armada e formação de quadrilha (em algumas ações), o presidiário Valdomiro Antônio Krausucki,32, conhecido por “Gauchinho” foi beneficiado com a progressão de regime com direito a deixar a Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, para usar tornozeleira eletrônica. Porém, a audiência marcada para o dia 19 de junho, ocasião em que receberia o equipamento foi suspensa em virtude de um novo mandado de prisão decretado pelo envolvimento no latrocínio do empresário Paulo Yuggi Terão, 41, em Sinop (500 km ao norte de Cuiabá).

A prisão por formação de quadrilha foi representada pelo delegado de Sinop, Marcelo Carvalho, após constatar o envolvimento de Gauchinho no crime praticado no dia 12 de junho, ocasião em que os bandidos roubaram a Hilux, levaram a vítima junto e a mataram no caminho, deixando o corpo jogado às margens da BR-163.
A denúncia contra os 5 acusados pelo crime foi recebida no dia 6 deste mês pela juíza Rosângela Zacarkim dos Santos, da 1ª Vara Criminal de Sinop, faltando agora o desdobramento em relação ao acusado Altemir Tavares da Silva, 18, o "Mosquito", preso no último sábado (11).

Valdomiro foi beneficiado com a progressão de regime no dia 17 de junho por bom comportamento na unidade prisional. Na audiência, foi destacado que diante da ausência de qualquer registro de falta de disciplina cometida e “em razão da ausência de comunicação de cometimento de falta grave, não há que se impingir a ele as mazelas do sistema prisional por tempo maior que o previsto em lei”.

Acontece que no mesmo dia, em Sinop, o delegado que investigou o latrocínio reuniu integrantes da Secretaria de Segurança Pública (Sesp) numa coletiva de imprensa e apresentou os 4 criminosos envolvidos no roubo da caminhonete e na morte do empresário. À ocasião, a juíza Rosângela Zacarkim dos Santos, da 1ª Vara Criminal de Sinop homologou as prisões em flagrante dos 4 criminosos e a de Valdomiro que estava prestes a ganhar a “liberdade” em Cuiabá.

Dois dias depois, a magistrada decretou a prisão preventiva dos 5 acabando com a chance de Valdomiro receber a tornozeleira eletrônica e ser liberado da Penitenciária Central do Estado.

Dessa forma, a audiência do dia 19 na qual o criminoso receberia a tornozeleira eletrônica chegou a ser aberta, mas suspensa. Ele estava presente quando ficou ciente da informação levada à audiência, informando ao juiz da Vara de Execuções Penais sobre a ação penal relativa ao latrocínio na qual a prisão preventiva de Valdomiro está decretada.

Mentor de roubo
Nas investigações do latrocínio em Sinop, um dos presos, Ericky Ernandes Luiz Silva, 25, interrogado pelo delegado e “confessou que foi contratado por “Gauchinho” para ser comparsa em roubo de caminhonetes. Afirmou que sua função consistia em conduzir os veículos subtraídos até a Bolívia e que receberia o valor de R$ 6 mil por cada veículo que conseguisse levar até o destino final”.

Sobre o crime de latrocínio contra a vítima Paulo Yugi Terão, o Ericky relatou que havia combinado levar uma caminhonete Hilux, com a pessoa de “Gauchinho”. Afirmou ainda que “Gauchinho” pagou a sua passagem para ir a cidade de Sinop no dia 11 de junho, onde Ericky foi recebido por Jefernson de Lana, 26, também preso pelo crime e outra pessoa, ambos integrantes da associação criminosa.

Esclareceu que o roubo contra o empresário foi arquitetado por “Gauchinho” e preparado por Douglas Fernando Pereira Mairesse, 23, que contratou Altemir Tavares da Silva, 18, o "Mosquito", e Jeferson para executarem o delito.

Confira as condenações de Gauchinho

Processo Nova Ubiratã - Infração ao artigo 157, §2° I e II do CP, (por 03 vezes) com pena de 08 anos 04 meses e 24 dias de reclusão, 21dias-multa, em regime inicial fechado.

Nova Mutum - Infração ao artigo 157, §2º, I, II e V (uma vez) e art 288, § único, e art 329, caput, c/c art 69 ambos do CP com pena de 24 anos e 02 meses de reclusão, em regime inicial fechado.

Nova Mutum - Infração ao artigo 157, §2° I, II e V, c/c art 61, II, c/c art 288, § único ambos do CP, com pena de 12 anos 09 meses de reclusão, 50 dias-multa, em regime fechado.

Paranatinga - Infração ao artigo 157, §2° I do CP, com pena de 05 anos 04 meses de reclusão, 13 dias-multa, em regime fechado.

Paranatinga - Infração ao artigo 157, §2º, I e II do CP, com pena de 05 anos 06 meses de reclusão, 13dias-multa, em regime fechado.

Nova Ubiratã - Infração ao artigo 157, §2° I e II c/c art 71, § único, do CP, com pena de 12 anos 03 meses e 10 dias de reclusão, 147 dias multa, em regime inicial fechado.
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