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27/01/16 às 08:55

EDUCAÇÃO - Sistema deverá mudar

A deficiência no aprendizado dos alunos do ensino fundamental de MT vai gerar uma mudança no modelo de educação

Yuri Ramires - Diário de Cuiabá

Edição: Água Boa News, Clodoeste Kassu

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Deputado Wilson Santos: “O aluno precisa receber conhecimentos, aprender. Não adianta fazer de conta”
A deficiência no aprendizado dos alunos do ensino fundamental de Mato Grosso vai gerar uma mudança no modelo de educação. O atual Ciclo de Formação Humana, apesar de moderno, não está atendendo os estudantes. A intenção, agora, é que o modelo passe a valorizar a aprendizagem, reprovando aqueles que não apresentam condições suficientes para seguir os outros níveis.

A conclusão de que a mudança se faz necessária veio após a realização de audiências públicas para debater o ensino no Estado. O deputado Wilson Santos, explicou que o modelo de ciclos vem sendo adotado desde o ano 2000, mas se tornou obrigatório em 2007, mas desde então, apresenta diversos problemas.

“A proposta é fazer com que o ciclo se torne de formação com aprendizagem. O aluno precisa receber conhecimentos, aprender. Não adianta fazer de conta”, disse o deputado. Acontece que atualmente, o modelo obriga que o aluno avance mesmo sem aprendizagem.

Ou seja, alunos do ensino fundamental não podem ser reprovados (retidos) pelos professores, mesmo apresentando grandes dificuldades e falta de conhecimento. “Isso é um absurdo”, classificou.

Para Santos, o Governo é o maior culpado na falta de resultados. “Ao longo dos 15 anos, o governo foi negligente e omisso. A proposta agora é fazer uma transição para voltar a retenção nos últimos anos dos ciclos, para garantir a aprendizagem e em seguida o avenço”.

Como é sabido, o modelo de séries, não é mais aplicado. Hoje, trabalha-se com ciclos. Da 1º série até a 3º, é o primeiro ciclo. Da 4º até a 6º, é o segundo e, por fim, da 5º ao 9º ano, é o terceiro e último clico do Ensino Fundamental.

A intenção agora, é que o aluno seja retido no final desses ciclos. “O ciclo é uma proposta moderna, avançada. Porém, da forma que foi implantada, não está sendo útil. Por isso, falta freio de arrumação e trazer de volta o lado humano em 6 ou 9 anos”, disse.

As audiências foram realizadas em sete municípios, sendo eles: Rondonópolis, Sinop, Alta Floresta, Tangará da Serra, Cáceres, São Félix do Araguaia, Barra do Garças e Cuiabá. Segundo o deputado, 70% dos professores repele o ensino cíclico, apesar de considerá-lo superior ao modelo de séries.

“O ciclo foi implantado de maneira imposta, sem suporte, sem material didático e formação dos professores. Esse modelo ideal nunca chegou a MT, precisamos tomar medidas para fazer as correções, sem jogar na lata do lixo gerações que não estão aprendendo, que avançam as séries sem conhecimentos”.

Novas discussões devem acontecer este ano nos municípios citados, para a elaboração final do documento. Ele será encaminhado ao Governo do Estado e em seguida, ao Ministério Público Estadual (MPE), que vai elaborar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com todos os atores envolvidos nesse processo.
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