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20/08/20 às 22:43

Conhecer, preservar, investir

Há mais de uma década, Vale atua nessas três áreas na busca de alternativas que levem desenvolvimento às comunidades da Amazônia e conservem a floresta

Folha

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Conhecer, preservar, investir

Pesquisadora do ITV inspeciona sapopembas de Mirindiba-de-folha-miúda

Foto: Arquivo ITV/João Rosa

A certeza de que a Floresta Amazônica é fundamental para o planeta precisa ser acompanhada de ações efetivas para mantê-la em pé. Há dez anos, a Vale entendeu que essas ações se sustentam sobre um tripé: conhecimento, preservação e investimento.

A preservação já era uma preocupação antiga da empresa, como prova o estado de conservação das áreas que ficam no entorno de suas operações e os planos para o futuro. "A proteção da região amazônica é prioridade total para a Vale e vai ao encontro da nossa meta de ser uma empresa carbono neutra até 2050. Para atingir este objetivo, anunciamos a restauração e proteção de mais 500 mil hectares até 2030. Hoje, já ajudamos a proteger 1 milhão de hectares de florestas no mundo, a maior parte justamente na Amazônia. São seis unidades de conservação, entre as quais a Floresta Nacional de Carajás, que somam 786 mil hectares, área equivalente a cinco vezes a cidade de São Paulo", diz Luiz Eduardo Osorio, diretor-executivo de Relações Institucionais, Comunicação e Sustentabilidade da Vale.


Colheita de açaí - Arquivo Fundo Vale

Para reforçar os outros pilares do tripé, há uma década a Vale criou dois braços, o Fundo Vale e o ITV (Instituto Tecnológico Vale), que, somados a dezenas de parcerias, atuam em pesquisa, treinamento e fomento de novas atividades econômicas que garantam sustento para as comunidades locais e conservação da mata.

"É pela bioeconomia que manteremos a floresta em pé. É preciso criar oportunidades de investimentos que apoiem negócios que tragam impacto social e ambiental. Nós, por meio do Fundo Vale, estamos aportando recursos para essas atividades e atraindo outros investidores", afirma Patrícia Daros, diretora de operações do Fundo Vale.

"Em nossa atuação na Amazônia aprendemos que, muitas vezes, a degradação ambiental é causada pela necessidade econômica de povos ou interesses de grupos que atuam no bioma. Só vamos conseguir virar a chave dessa lógica mostrando que é possível uma economia mais sustentável, que gera renda de forma substancial a partir da valorização da floresta", completa Marcia Soares, líder de parcerias e redes do Fundo Vale.

Em dez anos de atividades, o Fundo Vale contribuiu com mais de R$ 130 milhões em projetos de conservação ambiental na região. Esteve entre os dez maiores financiadores de conservação da Amazônia entre 2007 e 2015, segundo estudo da fundação norte-americana Gordon And Betty Moore.

Apoiou o desenvolvimento de diversas iniciativas socioeconômicas em municípios da região, além de projetos para a ampliação de instrumentos de monitoramento de desmatamento, disseminação de técnicas mais eficientes de manejo florestal e o lançamento de produtos sustentáveis, como o café Apuí, plantado em sistema orgânico e agroflorestal, sem a necessidade de desmatamento.


Moisés Dias, produtor do Café Apuí (AM) - Arquivo Fundo Vale

A EXCELÊNCIA DO ITV

Grande referência em pesquisas de desenvolvimento sustentável sobre a Amazônia, o ITV produz conhecimento nas áreas de genômica de espécies, recuperação de áreas mineradas, fauna e flora cavernícola e mudanças climáticas, entre outras, atuando em conjunto com o Fundo Vale.

Com sede em Belém e 60 profissionais em seu quadro, o instituto detém um dos mais avançados laboratórios de sequenciamento de DNA da América Latina. Mantém bolsas para pós-doutores e jovens pesquisadores, além de um mestrado sobre o Uso Sustentável dos Recursos Naturais em Regiões Tropicais.


Daphnopsis filipedunculata, descoberta pelo ITV -  Arquivo ITV/Fernando Marino

"Nossas pesquisas vão do satélite à molécula no chão. Estudamos espécies da fauna e da flora sob risco de extinção e fenômenos geológicos. Também formas de usar as riquezas da Amazônia que a conservem. É uma pesquisa voltada para a sociedade de forma ampla", afirma Guilherme Oliveira, pesquisador do ITV.

As pesquisas também ajudam na recuperação de áreas degradadas. "Por meio de nossos estudos, conseguimos saber se uma área que está em recuperação caminha para o ambiente original."


Flor Monogeleron, também descoberta pelo ITV - Arquivo ITV/Pedro Lage

"As atuações do ITV e do Fundo Vale estão totalmente alinhadas com os compromissos públicos da empresa com a sustentabilidade", afirma Hugo Barreto, diretor de Sustentabilidade e Investimento Social da Vale.




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