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14/08/20 às 09:34

Agronegócio representa 51% das exportações

Desempenho de julho mostrou um novo bom resultado, puxado pelo açúcar

Agrolink -Eliza Maliszewski

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Agronegócio representa 51% das exportações

Foto: Eliza Maliszewski

O agronegócio segue puxando as exportações brasileiras. De acordo com o Boletim da Balança do Agronegócio, divulgado nesta quarta-feira (12) pela Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SCRI-Mapa), em julho o volume representou mais da metade do total exportado, com 51,2% no valor, somando US$ 10 bilhões.

A alta é de 11,7%. O desempenho é puxado pelo açúcar, que teve alta de 92,3%. Em valor foram US$ 964 milhões o que representa 83,4% a mais do que julho do ano passado. Foram exportadas 3,5 milhões de toneladas no mês.

Em segundo lugar aparece o algodão com avanço de 64,4 %. O algodão, não cardado nem penteado, totalizou US$ 107 milhões, com vendas de 77 mil toneladas. As vendas de soja aumentaram em 39,4%. As exportações em grão chegaram a 10,4 milhões de toneladas em julho deste ano e geraram US$ 3,61 bilhões em receitas para o Brasil. A China foi o principal país importador da soja em grão brasileira, registrando aquisições de 7,9 milhões de toneladas ou 75,8% da quantidade exportada pelo grão.

A celulose também aparece com bons resultados. As exportações aumentaram 35,1% em quantidade, mas a queda de 37,2% no preço médio do produto fez com que houvesse redução no valor de exportação, que ficou em US$ 480 milhões em julho de 2020, recuo de 15,2%. 

 
 
Entre as proteínas a suína e a bovina foram as de melhores desempenhos. A expansão da carne bovina de 23% somou US$ 776 milhões em julho. O aumento ocorreu principalmente em função das vendas de carne bovina in natura à China, que cresceram 143,3%, atingindo US$ 375,50 milhões.

As exportações de carne suína tiveram incremento de 34,2% em valor, atingindo a cifra de US$ 202 milhões em julho de 2020. A China também foi o país responsável pelo aumento das exportações brasileiras, tendo adquirido US$ 106,68 de carne suína in natura brasileira em julho de 2020 (+90,3%). Já as exportações de carne de frango tiveram decréscimo no período de análise, passando de US$ 673 milhões em julho de 2019 para US$ 490 milhões em julho de 2020 (-27,2%). 
 
A China seguiu como principal destino dos produtos. Houve crescimento de quase US$ 1 bilhão nas exportações para o país asiático. As vendas atingiram US$ 3,85 bilhões, um aumento de 34,3%.

As importações brasileiras tiveram diminuição de 16,3% atingindo US$ 982 milhões em julho. O saldo da balança ficou em US$ 9 bilhões.
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