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05/08/20 às 19:18

Com apoio da Funai, militares atuam na segunda fase da Missão Xavante

Assessoria de Comunicação / Funai

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Com apoio da Funai, militares atuam na segunda fase da Missão Xavante

Foto: Assessoria Funai

Na segunda-feira (03), a Missão Xavante entrou na sua segunda fase. Militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica seguiram para o município de São Félix do Araguaia, na divisa entre os estados do Mato Grosso e Tocantins. Eles foram reforçar o apoio à saúde dos Xavantes que vivem naquela região do país. A Fundação Nacional do Índio (Funai) apoia a operação por meio da Coordenação Regional Ribeirão Cascalheira-MT.
 
Participam desta fase da operação cerca de 15 militares, entre médicos clínicos gerais, pediatras, ginecologistas-obstetras, enfermeiros e técnicos de enfermagem. Os profissionais de saúde embarcaram em uma aeronave C-97 Brasília, da Força Aérea Brasileira (FAB), rumo à base da missão, em São Felix do Araguaia. Para as comunidades indígenas que serão atendidas nessa segunda fase da Missão Xavante, foram disponibilizadas pelo Ministério da Justiça, por meio da Fundação Nacional do Índio (Funai), mil cestas de alimentos que irão beneficiar 3.730 indígenas.

De acordo com o presidente da Funai, Marcelo Xavier, ao entregar cestas básicas, a Fundação garante a segurança alimentar dos indígenas e colabora para que eles permaneçam nas aldeias, o que ajuda a evitar o contágio pelo novo coronavírus. "Trata-se de uma ação fundamental e exitosa, que mobiliza equipes da Funai de Norte a Sul do País. No caso do Povo Xavante, o envio de uma nova remessa de alimentos mostra o empenho da fundação em fazer com que os indígenas consigam passar por este momento com tranquilidade", ressalta Marcelo Xavier.

Com o apoio aéreo de um helicóptero Super Cougar, do Exército Brasileiro, os profissionais farão atendimentos na Terra Indígena de Marãiwatsédé, a 120 km de São Félix do Araguaia; em Santa Terezinha, a 130 Km; e em aldeias mais próximas, como Fontoura e Santa Izabel. Os militares apoiarão as equipes de saúde da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) que atuam na área. Além do atendimento médico especializado, vão fazer a testagem dos indígenas apresentarem sintomas compatíveis com a covid-19, e orientar as aldeias sobre isolamento social e uso de equipamentos de proteção.

Para os atendimentos e para os postos da região, foi levada uma tonelada de insumos de saúde (medicamentos, EPIs, testes), disponibilizados pelo Ministério da Saúde. "Os equipamentos e materiais serão usados de forma consciente e para evitar o contágio e a propagação do novo coronavírus na região. Os indígenas receberão kits com máscara e álcool em gel", disse Carlos Colares, Assessor Técnico da Sesai.

Segurança dos indígenas em primeiro lugar

Como regra básica, que já vem sendo adotada em todas as missões dessa natureza, foram seguidos rigorosos protocolos de saúde, visando a segurança das populações indígenas. Os integrantes da missão realizaram, antes do embarque, todos os procedimentos necessários para comprovar a ausência de sintomas que possam sugerir a covid-19, incluindo o exame molecular de RT-PCR negativo e os testes rápidos imunológicos (IgM e IgG) e inspeção sanitária. A partir do momento da coleta, eles entram em quarentena para evitar o contágio posterior.
 
Para o último dia da missão, está prevista uma Ação Cívico Social (ACISO) em benefício da população do município de São Felix do Araguaia, onde a missão está baseada. Em função da extensa área de abrangência populacional e territorial, a missão Xavante, de apoio às comunidades indígenas daquela região do País, foi dividida em três fases. A próxima e última etapa será de 10 a 16 de agosto, na área do Polo Base Sangradouro, no estado de Mato Grosso.
 
xavante cp ed
 
Por Ministério da Defesa
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