Notícias / Água Boa

05/08/20 às 08:51

Ataques de animais silvestres causam prejuízos milionários em Água Boa

Queixada, cateto e java-porco são algumas das espécies que estão invadindo e destruindo lavouras de soja e milho em Água Boa (MT)

Pedro Silvestre, de Água Boa

Canal Rural

Imprimir Enviar para um amigo
Ataques de animais silvestres causam prejuízos milionários em Água Boa

Foto: Reprodução do vídeo

O ataque de animais silvestres às lavouras de soja e milho causa prejuízos milionários a produtores de Água Boa, em Mato Grosso. Em uma das propriedades do município, os animais se espalharam por áreas de reserva e de preservação permanente, usando-as como abrigo.
 
Segundo o engenheiro agrônomo Felipe Zmijevski, nos 4.300 hectares destinados à produção de grãos na fazenda, o ataque é ainda mais devastador. Na primeira safra, houve queda de 20 sacas de soja por hectare. O impacto deve ser ainda maior nos 2.700 hectares de milho plantados em fevereiro. “Em outros anos, estimamos perdas entre 15% e 20%. Neste ano, temos registrado praticamente 40% de prejuízo”, diz.

Queixada, cateto e java-porco foram as espécies identificadas pelo agricultor Jonas Apio como responsáveis pelos ataques aos milharais da fazenda. O prejuízo foi de 10% nesta safra. “Tivemos uma perda minimizada porque colocamos pessoas para cuidar dia e noite, soltando foguetes e espantando. Quando o produtor não tem ninguém para cuidar, ninguém para zelar pela roça, a perda chega de 20% a 30%”, conta.

O presidente do Sindicato Rural de Água Boa, Antônio Fernandes de Mello, afirma que o problema é generalizado no município e causa prejuízos milionários às lavouras de soja e milho. “Chega-se a um prejuízo em torno de R$ 14 milhões a R$ 15 milhões. Fica o alerta para quem ainda não fez a conta no seu município: façam esse levantamento para ver que os números realmente são assustadores”, diz.
 
De acordo com o vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato), Marcos da Rosa, para tentar resolver a questão, produtores têm apelado para valas e cercas elétricas. “Mas todo ano há um grande avanço nessa população de animais silvestres, mesmo com o aumento dos predadores, como a onça que também tem aparecido. Dentro dessas nossas necessidades, precisamos trabalhar com pesquisadores nessa área para vermos qual a melhor solução”, pontua.

comentar1 comentário

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Agua Boa News. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O site Agua Boa News poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.

  • por Kleber Peters, em 07/08/20 às 10:18

    Libera a caça. Principalmente do java-porco.

 
 
 
Sitevip Internet