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27/06/20 às 16:13 / Atualizada: 27/06/20 às 16:24

PAC 2018: Mato Grosso tem 209.928 ocupados em atividades comerciais

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PAC 2018: Mato Grosso tem 209.928 ocupados em atividades comerciais

Foto: Assessoria

Entre 2009 e 2018, o pessoal ocupado em atividades comerciais em Mato Grosso aumentou 22%, passando de 163.447 para 209.928, aponta a Pesquisa Anual do Comércio (PAC) 2018. O número de unidades locais (lojas) com receita de revenda subiu de 26.898 para 28.731 no estado na mesma comparação.
 
A pesquisa traz os principais resultados das empresas comerciais brasileiras, cujas atividades se dividem em três segmentos distintos: comércio de veículos, peças e motocicletas; comércio por atacado; e comércio varejista. A PAC prioriza a comparação entre 2009 e 2018 a fim de identificar mudanças estruturais num período de dez anos.

Do total de 209.928 pessoas ocupadas em Mato Grosso, 28.070 estavam no comércio de veículos, peças e motocicletas, 36.701 no comércio por atacado e 145.157 no comércio varejista. A receita bruta de revenda e de comissões sobre vendas no estado aumentou de R$ 36,9 bilhões para R$ 127,7 bilhões entre 2009 e 2018. Os salários, retiradas e outras remunerações passaram de R$ 1,6 bilhão para R$ 5,1 bilhões.

A participação do Centro-Oeste na receita bruta de revenda brasileira aumentou de 9% para 10%. Já a participação de Mato Grosso na receita bruta de revenda do Centro-Oeste subiu de 24,2 para 31,7%, só atrás do estado de Goiás, cuja participação caiu de 36,9% para 33,8%.

Segundo a pesquisa, a margem de comercialização (que é obtida dividindo-se a margem do comércio --definida pela diferença entre a receita líquida de revenda e o custo de mercadorias vendidas-- pelo custo de mercadorias vendidas) em empresas comerciais mato-grossenses passou de R$ 6,3 bilhões para R$ 21 bilhões.

Brasil tem 1,5 milhão de empresas comerciais gerando receita de R$ 3,7 trilhões

Entre 2009 e 2018, o pessoal ocupado em atividades comerciais aumentou 19,7%, passando de 8,5 milhões para 10,2 milhões. O número de empresas comerciais cresceu 5,2%, indo de 1,4 milhão para 1,5 milhão. Já a quantidade de unidades locais (lojas) subiu de 1,5 milhão para 1,7 milhão em dez anos. Em relação a 2017, o número de empregados no setor subiu 0,3% (ou 28,8 mil). Por outro lado, caíram a quantidade de empresas (2,2%, ou 34, 2 mil) e unidades locais (1,2% ou 19,8 mil).

Em dez anos, a média de pessoas ocupadas no comércio passou de seis para sete por empresa, no período. No varejo, que em 2018 ocupava 74,5% dos trabalhadores do comércio no Brasil, essa média passou de seis para sete pessoas empregadas por empresa, enquanto o atacado foi de nove para oito e o comércio de veículos e peças manteve-se em seis pessoas. A única atividade em que esse número aumentou de forma significativa foi a de hipermercados e supermercados, que passou de 82 para 99 pessoas ocupadas.

Em 2018, a atividade comercial no país gerou R$ 3,7 trilhões de receita operacional líquida (receita bruta menos as deduções, tais como cancelamentos, descontos e impostos) e R$ 613,5 bilhões de valor adicionado bruto. O setor pagou R$ 237,4 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações, mantendo a estabilidade da remuneração média das pessoas empregadas em empresas comerciais, que foi de 1,8 salário mínimo em 2009 e 1,9 em 2018.

A participação do comércio varejista na receita operacional líquida cresceu 4,4 pontos percentuais (p.p) em 2018 (45,8%) em relação a 2009 (41,4%). O atacado também subiu de 43,4% para 44,9% em 2018. Já o comércio de veículos, peças e motocicletas perdeu participação de 5,9 p.p na receita líquida, passando de 15,2% para 9,3% em dez anos.

Entre as atividades comerciais que tiveram os maiores ganhos de participação na receita líquida no período, destaca-se o segmento de hipermercados e supermercados, que subiu de 10,5% para 13,2%. As outras atividades que cresceram no período foram o comércio por atacado de matérias-primas agrícolas e animais vivos (de 2,8% para 4,3%) e o comércio varejista de produtos alimentícios, bebidas e fumo (de 3,1% para 4,1%).

Por outro lado, o comércio de veículos automotores concentrou queda de 4,8 p.p. na participação da receita líquida entre 2009 e 2018, passando de 10,8% para 6%. Os outros setores com as maiores perdas foram o comércio de peças para veículos, que caiu de 3,4% para 2,8%, e o comércio varejista de material de construção, de 3,8% para 3,3%.
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