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18/06/20 às 16:34 / Atualizada: 18/06/20 às 19:52

Efeito coronavírus: produtor tem tomate, mas não encontra mercado

Inácio Roberto, Notícias Interativa

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Efeito coronavírus: produtor tem tomate, mas não encontra mercado

Foto: Inácio Roberto, Notícias Interativa

Em tempos de coronavírus, quando o agronegócio é o único setor que cresce, infelizmente, a agricultura familiar sofre revés. Assim é a história de Manoel Moreno de Mello.

Ele investiu no plantio de cerca de duas mil mudas de tomate, em uma terra arrendada na região de chácaras aos fundos do CTG Coração Gaúcho. Ele fornecia tomate para a merenda escolar de escolas, porém com o coronavírus, a entrega do produto não se concretizou.

Outra situação é que alguns mercados preferem comprar o produto de Goiânia. Para piorar, a Feira do Pequeno Produtor também ficou parada por algumas semanas, por causa de decreto municipal. Depois que a feira recomeçou, o movimento é bem menor aos domingos.

Todos esses fatores causaram queda nas vendas do tomate. Ele disse que tem a pronta entrega até 800 caixas de tomate no ciclo do tomate, que dura até 120 dias. Cada caixa tem 22 quilos.

Os tomates tipo saladete são de ótima qualidade. Ele também pensa em ampliar os tipos de tomate para atender a todos os gostos. A produção local gera emprego e renda familiar. Ele e a esposa é quem trabalham na horta.

A família vive aqui e investe o lucro na cidade. Porém, com essa crise, Manoel teme pelo destino dos tomates. “Se eu não encontrar mercado logo, não farei nem a colheita para não perder mão de obra. Os tomates vão apodrecer ali mesmo onde foram plantados”, declarou ele.

O investimento na plantação custou só de sementes, cerca de R$ 600,00. Depois disso, tem a própria mão de obra de preparo da terra, semeadura, cuidados de manuseio, irrigação, aplicação de defensivos agrícolas, até a colheita.


Manoel fez questão de ressaltar que na época da seca são aplicados poucos produtos, deixando o tomate com uma excelente qualidade para consumo humano. O grande desafio que ele nunca pensou enfrentar é colocar o produto no mercado. Manoel disse que fez alguns contatos, mas os compradores locais preferem buscar o produto em Goiânia.

Dessa forma, o dinheiro vai embora, enquanto que comprar produtos locais é incentivar a geração de renda na comunidade. Faz 3 semanas que os tomateiros estão produzindo e mediante a baixa procura, a esperança de colocar o produto nos mercados vai caindo.

Geralmente os compradores preferem um tomate ‘de vez’, que ainda não amadureceu, para que o tempo possa auxiliar na conservação até a venda. Antes da crise, eles vendiam até 200 quilos de tomate na Feira do Produtor.

Hoje, não passa de 50 quilos. No caso de Manoel Mello, alguns tomates já estão maduros, e as chances de venda são bem inferiores. Se tiver alguém interessado pode fazer contato com o telefone WhatsApp
9.9714-4153

No total, ele estima produzir mais de 17 mil quilos do produto. "Tudo pode ir por água abaixo", afirmou ele.
 





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