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28/05/20 às 13:00

PAIC 2018: Mato Grosso tinha 1.131 empresas na área de construção em 2018

Assessoria

AguaBoaNews

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O número de empresas atuantes na área de construção em Mato Grosso subiu de 633, em 2009, para 1.131, em 2018, aponta a Pesquisa Anual da Indústria da Construção (PAIC 2018), divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O pessoal ocupado em 31 de dezembro aumentou de 26.810 para 29.893 na mesma comparação.

A pesquisa tem por objetivo identificar as características estruturais básicas do segmento empresarial da construção e suas transformações no tempo, contemplando, entre outros aspectos,
dados sobre pessoal ocupado, salários, custos e despesas, receitas, valor das obras e/ou serviços
especializados e valor adicionado.

No ranking de pessoal ocupado nas empresas da área de construção em todo o país, Mato Grosso ficou em 15º lugar, com 1,8% do total em 2018. Já no ranking de valor de incorporações, obras e/ou serviços de construção, o estado ficou na 13ª colocação, com 1,8% do total brasileiro.

Os salários, retiradas e outras remunerações aumentaram de R$ 406 milhões, em 2009, para R$ 839 milhões, em 2018. Os custos de incorporação e das obras e/ou serviços da construção passaram de R$ 1,2 bilhão para R$ 1,7 bilhão na mesma comparação. Já o valor das incorporações, obras e/ou serviços da construção foi de R$ 2,8 bilhões para R$ 4,6 bilhões.

Enquanto a participação do Centro-Oeste no valor de incorporações, obras e/ou serviços da construção em relação ao Brasil caiu de 9,3% para 8,7% entre 2009 e 2018, a participação de Mato Grosso em relação ao Centro-Oeste subiu de 16,2% para 21%.

Em todo o Brasil, a atividade da construção gerou R$ 278 bilhões em valor de incorporações, obras e/ou serviços da construção em 2018. Os dados mostram que houve perda na participação das Obras de infraestrutura no valor da atividade entre 2009 e 2018, de 46,5% para 31,3%. Já o segmento de Construção de edifícios avançou de 39,5% para 45,5% nessa comparação, ocupando o primeiro lugar neste ranking; por fim, Serviços especializados para construção aumentou a participação em 9,2 pontos percentuais (p.p.), passando de 14% para 23,2%.

O setor público perdeu representatividade como cliente da indústria da construção, com queda de 12,5 p.p. nos últimos dez anos (de 43,2% para 30,7%) nos três segmentos: Obras de infraestrutura, passando de 61,5% para 50,4%; Construção de edifícios, caindo 6,7 p.p., de 28,6%
para 21,9%; e os Serviços especializados para construção, de 20,4% para 19,3%.

O setor de construção englobava 124,5 mil empresas ativas ao final de 2018, indicando crescimento em relação a 2009, quando havia 63.829 empresas. Tomando como referência o período mais recente, entre 2015 e 2018, o setor perdeu cerca de 6,8 mil empresas, uma redução
de 5,2%. Entre 2017 e 2018, a Indústria da construção perdeu 1.736 empresas, ou -1,37%.

Em 2018, as empresas da construção ocupavam 1,9 milhão de pessoas, contingente 9% menor do que em 2009 (2,1 milhões). Nesse período, esse setor perdeu cerca de 183,8 mil postos de trabalho. No período, o auge da ocupação no setor ocorreu em 2013, com cerca de 2,968 milhões de trabalhadores. Desse momento até 2018, a perda de postos de trabalho chegou a 1,1 milhão. Entre 2017 e 2018, a Indústria da construção perdeu 31.502 postos de trabalho, o equivalente a -1,66%.

Entre 2009 e 2018, a média de pessoal ocupado nessas empresas caiu de 33 para 15 pessoas, e o salário médio mensal passou de 2,6 para 2,3 salários mínimos. Todos os segmentos tiveram queda na média de pessoal ocupado. O segmento que mais perdeu participação no emprego entre 2009 e 2018 foi de obras de infraestrutura, que tinha o maior porte médio (de 92 para 43) e a maior média salarial (de 3,4 para 2,8 salários mínimos).
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