Notícias / Água Boa

25/03/20 às 18:50

Boiada segue caminho do álcool em gel: sumiu do mercado

Mas uma possível retomada de importações da China pode interromper movimento baixista da arroba

Denis Cardoso, Portal DBO

AguaBoaNews

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A maior parte das indústrias frigoríficas ainda se mantém fora das compras de boiadas e os poucos negócios efetivados ocorreram a valores mais baixos, segundo informam analistas de mercado nesta terça-feira.

No entanto, avalia a consultoria Informa Economics FNP, dois fatores podem impedir a continuidade da tendência baixista da arroba no curtíssimo prazo. Um deles é a possibilidade de crescimento na demanda interna de carne bovina, que, de acordo com a FNP, já “esboça alguma reação, principalmente no varejo”.

O outro motivo vem de fora: na avaliação da consultoria, a China sinaliza “uma retomada das atividades, o que, junto à especulação cambial, deve impactar positivamente os números para os próximos meses”.

“No curtíssimo prazo, a escassez de oferta de gado e a recuperação nas vendas de cortes bovinos devem neutralizar maiores baixas nos preços da boiada gorda”, destaca a FNP em seu boletim diário.

Nesta terça, entretanto, a consultoria voltou a registrar quedas nos preços do boi gordo em algumas importantes praças pecuárias, como nos Estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e na região Norte do Brasil (veja cotações abaixo).

Segundo a consultoria, a baixa oferta de animais terminados impede o avanço nas programações de abate dos frigoríficos. Tal situação, pelo menos por quanto, não provoca pânico entre os compradores de matéria-prima. “As indústrias operam com curtíssimas escalas de abate e as poucas compras efetivadas ocorrem apenas para atender programações mais urgentes”, destaca a FNP.

Apesar das previsões mais otimistas dos analistas da FNP em relação à China, os números atuais mostram que a pandemia do novo coronavírus continua retardando a retomada das exportações brasileiras de carne bovina aos níveis registrados em 2019, um ano de recordes para os embarques brasileiros desta commodity. No acumulado das três primeiras semanas de março, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), houve retração no fluxo médio de embarque de cortes bovinos, com relação ao mês e ano anteriores (veja matéria neste portal DBO).
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