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23/02/20 às 11:15 / Atualizada: 23/02/20 às 11:45

Aparecida de Goiânia - Jovem que confessou ter matado namorada é encontrado morto em cela

Segundo a DGAP, Alan dos Reis estava sozinho no local.

Millena Barbosa, TV Anhanguera

AguaBoaNews

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Aparecida de Goiânia - Jovem que confessou ter matado namorada é encontrado morto em cela

Alan foi encontrado morto no Núcleo de Custódia de Aparecida de Goiânia

Foto: Arquivo Pessoal

Foi encontrado morto neste sábado (22) o jovem que confessou ter matado a namorada, a gerente de hipermercado Fernanda Souza, de 33 anos. Alan dos Reis, de 22 anos, estava preso no Núcleo de Custódia de Aparecida de Goiânia. Segundo a Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP), o detento estava sozinho em uma das celas da unidade, para onde havia sido transferido na última sexta-feira (21).
 
De acordo com a DGAP, procedimentos administrativos internos foram abertos para apuração da morte de Alan. A Polícia Científica e a Polícia Civil também foram acionadas.
 
Fernanda Souza Silva, havia sumido há cerca de uma semana em Bela Vista de Goiás, na Região Metropolitana de Goiânia. O corpo da gerente de hipermercado foi encontrado queimado e enterrado em uma região de mata entre Caldas Novas e Piracanjuba, no sul do estado, na quinta-feira (20).
 
A Polícia Civil disse que Alan foi quem indicou o local onde estava o corpo. De acordo com a delegada Cybelle Tristão, o jovem contou que o casal discutiu, e que ele a matou ainda em Bela Vista de Goiás. O relacionamento deles tinha pouco mais de 20 dias, conforme depoimento do jovem.
 
A Polícia Civil disse que o jovem confessou ter matado a gerente na noite do último dia 13 de fevereiro e levado, na mesma noite, o corpo dela para o local onde foi encontrado. Ele ainda confessou ter voltado ao local do crime um dia depois. "Ele voltou ao local, cavou cerca de 40 centímetros e enterrou o corpo", disse.
 
Desaparecimento de Fernada
 
Segundo a família, Fernanda desapareceu no último dia 12. Ela saiu do trabalho em Goiânia e voltou para Bela Vista de Goiás. Câmeras de segurança registram o carro passando por uma rua. Depois, saiu novamente e não foi mais vista.
 
A família chegou a receber uma mensagem do celular de Fernanda na quinta-feira (13) dizendo que, caso ela não atendesse às ligações, é porque o aparelho estava com problema.
 
O carro da vítima foi encontrado abandonado em uma região de mata ainda em Bela Vista de Goiás. Durante as investigações, os policiais também encontraram um pedaço de madeira, sangue e fios de cabelo que estão sendo analisados para saber se são ou não da gerente.


Polícia localiza em mata carro de gerente de hipermercado desaparecida em Bela Vista de Goiás — Foto: Polícia Civil/Divulgação
 
Prisão de Alan
 
O então namorado de Fernanda foi preso na terça-feira (18) suspeito de elo com o desaparecimento. O rapaz foi encontrado em Marianópolis do Tocantins, na região oeste do estado, quando apresentou uma CNH falsa.
 
Mesmo assim, ele foi identificado por causa de uma tatuagem. Policiais de Goiás foram buscá-lo no Tocantins.
 
A polícia informou à TV Anhanguera que Alan usou os cartões de crédito da vítima para fazer compras em um shopping de Goiânia após o sumiço da namorada. A família diz que uma das contas dela teve todo o dinheiro retirado.
 
'Frieza' ao praticar o crime
 
Mesmo com 16 anos de experiência, o delegado Antônio André Santos Júnior se disse assustado com a forma como o crime foi cometido, bem como pela atitude de Alan.
 
A investigação apontou que mesmo após ter cometido o crime, ele fingiu estar preocupado e acompanhou a família na procurar por Fernanda, inclusive, indo até a delegacia para registrar a queixa.
 
Além disso, conforme a apuração policial, horas depois de atear fogo ao corpo e enterrá-lo, ele foi passear em um shopping com a ex-mulher e dois filhos pequenos. Câmeras de segurança registram ele caminhando tranquilamente no centro de compras.
 
"Em que pese a gente perceber que ele estava agitado, só o fato dele ter ido a delegacia juntamente com os pais, dissimulando que estava preocupado quando, na verdade, ele já havia cometido esse ato brutal contra a Fernanda, demonstra a frieza dele", destaca.
 
Câmeras mostram jovem que confessou morte da namorada passeando em shopping com ex e filhos após queimar corpo — Foto: Reprodução/TV Anhanguera Câmeras mostram jovem que confessou morte da namorada passeando em shopping com ex e filhos após queimar corpo — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Atualização - Jovem relatou ameaças e agressões antes de ser achado morto em cela, diz defesa

Segundo advogado, Alan Reis escreveu em bilhete que levou surra de colegas de cela e que agressão era incentivada por agentes. No dia seguinte, ele foi transferido para outro presídio. Polícia e DGAP apuram caso.

 
O advogado de Alan Pereira Reis, 22 anos, que confessou ter matado a namorada, a Fernanda Souza Silva, 33, disse que seu cliente relatou ameaças e agressões enquanto estava preso. Pitter Johnson disse que o jovem escreveu em bilhetes que havia levado uma surra e que os agentes prisionais incentivavam os atos de violência. A Polícia Civil e a Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP) apuram o caso.
 
Alan foi encontrado morto na manhã deste sábado (22), em uma cela do Núcleo de Custódia do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia. No entanto, segundo Johnson, as ameaças foram feitas enquanto ele ainda estava preso na cadeia de Bela Vista de Goiás, o que demandou a transferência, ocorrida na noite de sexta-feira (21).
 
De acordo com o advogado, na quinta-feira (20), durante encontro com Alan, ele relatou, em bilhetes, que era agredido. O defensor diz que o jovem não quis conversar porque alegou estar sendo monitorado.
 
Em um dos trechos, Alan diz: "Ele quer me matar ainda hoje". No entanto, não diz quem. Em outro, ele alega que se contasse da surra, seria morto e que "por baixo da roupa estou todo arrebentado".
 
Alan, segundo Johnson, também escreveu que os policiais ficam "incentivando os presos a acabarem" com ele. Por fim, anota que se fosse questionado sobre as lesões "é para falar que foi queda no banheiro".
 
Bilhetes escritos por Alan relatam agressões e ameaças na cadeia, diz advogado  — Foto: Reprodução
Bilhetes escritos por Alan relatam agressões e ameaças na cadeia, diz advogado — Foto: Reprodução
 
O advogado disse que, com base nessas informações, pediu a transferência dele de Bela Vista de Goiás para Aparecida de Goiânia. Ele afirmou que não é possível acusar ninguém, mas pediu uma investigação empenhada no caso.
 
"[Os bilhetes] demonstram que ele estava sendo perseguido. Eu quero que haja uma investigação séria porque tinha essas ameaças que foram relatadas, eu confio na polícia e na justiça que seja uma apuração séria, mas não tenho certeza de nada, seria até leviano da minha parte acusar sem provas", afirmou.
 
Em nota, a DGAP informou que abriu um procedimento interno para apurar a morte e que ele estava sozinho em uma cela. Destacou ainda que a polícia também apura o caso.
 
A delegada regional de Aparecida de Goiânia, Cybelle Tristão, disse que é preciso aguardar os laudos para saber o que provocou a morte de Alan.
 
"A conclusão depende, de maneira imprescindível e fundamental, do laudo de local de crime, que com certeza será entregue após o feriado de carnaval ao GIH", afirma.
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