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06/02/20 às 21:40

Enterro de Asa Branca é marcado por emoção e homenagens: 'Não podia ser diferente', diz viúva

Sepultamento foi no início da tarde desta quinta-feira (6), em Turiúba (SP), cidade natal do locutor. Asa Branca morreu aos 57 anos, no Instituto do Câncer, em São Paulo.

Marcos Lavezo, G1 Rio Preto e Araçatuba

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Enterro de Asa Branca é marcado por emoção e homenagens: 'Não podia ser diferente', diz viúva

Enterro do locutor de rodeio Asa Branca foi marcado por emoção e homenagens em Turiúba

Foto: Marcos Lavezo/G1

Amigos, familiares e fãs do Asa Branca, que foi enterrado no começo da tarde desta quinta-feira (6), em Turiúba, no interior de São Paulo, se comoveram e fizeram homenagens durante os últimos minutos ao lado do corpo do locutor de rodeios.
 
O caixão com o corpo de Asa Branca, que morreu na terça-feira (4) aos 57 anos, no Instituto do Câncer, em São Paulo, foi carregado da Câmara dos Vereadores até o Cemitério Municipal, onde foi sepultado sob forte comoção. Ele lutava contra um câncer e era portador do vírus HIV.
 
 
Enterro de Asa Branca é marcado por emoção e homenagens
Enterro de Asa Branca é marcado por emoção e homenagens
 
Durante todo o trajeto, cerca de 1,5 quilômetro, amigos a pé e montados a cavalo tocaram berrante. Uma música feita em homenagem ao Asa Branca, pelos cantores Sérgio Reis e Ricardo Teixeira, também foi executada durante a celebração.
 
Enterro de Asa Branca é marcado por emoção e homenagens
Enterro de Asa Branca é marcado por emoção e homenagens
 
Em entrevista ao G1, a viúva do locutor de rodeio, Sandra dos Santos, afirmou que o marido lutou muito enquanto estava vivo e que morreu como um vencedor.
 
“ É muito gratificante ver toda essa homenagem. Isso é Asa Branca. Não podia ser diferente. Se ele estivesse do outro lado, com certeza, estaria fazendo igual”, diz Sandra.
 
Amigos carregaram o caixão do locutor até o cemitério de Turiúba — Foto: Marcos Lavezo/G1
Amigos carregaram o caixão do locutor até o cemitério de Turiúba — Foto: Marcos Lavezo/G1
 
Gabriel Magalhães Sérgio dos Santos, um dos filhos de Asa Branca, disse que viveu muitas memórias ao lado do pai e agradeceu a presença de todas as pessoas que participaram do enterro.
 
“Perceber que meu pai foi tudo isso é muito bom. Ele não foi só uma pessoa. Foi um ídolo não só para mim, mas para nação inteira”, afirma Gabriel.
 
Corpo do locutor de rodeio Asa Branca é enterrado em Turiúba  — Foto: Marcos Lavezo/G1
Corpo do locutor de rodeio Asa Branca é enterrado em Turiúba — Foto: Marcos Lavezo/G1
 
Antes de ser enterrado no interior de São Paulo, o locutor foi velado na Assembleia Legislativa de São Paulo, na quarta-feira (5). Posteriormente, o corpo foi levado para Turiúba, onde um velório também foi realizado antes do sepultamento.
 
Corpo do locutor de rodeio Asa Branca é enterrado em Turiúba, no interior de SP — Foto: Marcos Lavezo/G1
Corpo do locutor de rodeio Asa Branca é enterrado em Turiúba, no interior de SP — Foto: Marcos Lavezo/G1
 
Corpo do locutor de rodeio Asa Branca é enterrado em Turiúba, no interior de SP — Foto: Marcos Lavezo/G1
Corpo do locutor de rodeio Asa Branca é enterrado em Turiúba, no interior de SP — Foto: Marcos Lavezo/G1
 
Lenda dos rodeios
 
Mulher de Asa Branca é abraçada na chega do corpo em cidade natal — Foto: Diogo Nolasco/TV TEM
Mulher de Asa Branca é abraçada na chega do corpo em cidade natal — Foto: Diogo Nolasco/TV TEM
 
Asa Branca foi um ícone no mundo dos rodeios por criar um novo estilo de narração. Ele revolucionou as apresentações no final dos anos 1980 ao incrementar a locução a partir de um microfone sem fio, algo inédito para época.
 
Locutor de rodeios Asa Branca — Foto: Reprodução/Instagram
Locutor de rodeios Asa Branca — Foto: Reprodução/Instagram
 
O locutor aproveitou a evolução tecnológica para dar ainda mais ênfase ao famoso “segura, peão”, criado por José Antônio de Souza, o Zé do Prato, outro grande nome da locução de rodeios e que morreu em 1992.
 
“Ah, este é do Zé do Prato, conhecidíssimo. Eu só estiquei um pouco mais: seguuuuura peãããão’”, relembrou em entrevista ao G1 Campinas e Região em 2018.
 
Corpo de Asa Branca, locutor de rodeios, durante velório na Assembleia Legislativa em SP — Foto: Francisco Cepeda/Estadão Conteúdo
Corpo de Asa Branca, locutor de rodeios, durante velório na Assembleia Legislativa em SP — Foto: Francisco Cepeda/Estadão Conteúdo
 
A partir disso, o rei de versos e jargões e da potente voz inconfundível começou a fazer história nos rodeios Brasil afora.
 
“O Brasil tem ótimos locutores e me sinto orgulhoso quando me dizem que fiz escola. Me falam, ‘olha lá, Asa, está te imitando’. Eu respondo que isso é ótimo, é sinal que sou uma referência”, afirmou.
 
Morre, em São Paulo, o locutor de rodeios Asa Branca
Morre, em São Paulo, o locutor de rodeios Asa Branca
 
Sucesso, excessos e fé transformaram Asa Branca em um mito. No documentário “A Última Lenda dos Rodeios”, lançado esse ano durante a Festa do Peão de Barretos, o locutor contou detalhes sobre a vida atribulada, a luta contra drogas, as relações amorosas e a batalha enfrentada para encarar de frente doenças como a Aids, e um câncer de boca.
 
Em maio de 2018, ele fez um rodeio em Fernandópolis (SP), e, mesmo recém-aposentado das arenas, se mostrou feliz em ver se aproximar o início das filmagens do longa-metragem “Asa Branca – A Voz da Arena”. “O Brasil tem ótimos locutores e me sinto orgulhoso quando me dizem que fiz escola. Me falam, ‘olha lá, Asa, está te imitando’. Eu respondo que isso é ótimo, é sinal que sou uma referência”, conclui.
 
Amigos carregam caixão do locutor Asa Branca em Turiúba — Foto: Marcos Lavezo/G1
Amigos carregam caixão do locutor Asa Branca em Turiúba — Foto: Marcos Lavezo/G1
 
* Com colaboração de Renato Martins
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