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26/12/19 às 08:31

Fazer a América: o sonho dos imigrantes do Sul

Reportagem mostra os traços da cultura europeia na região Sul

Carlos Molinari, TV Brasil

AguaBoaNews

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Fazer a América: o sonho dos imigrantes do Sul

Coral Vozes do Prado, de Antônio Prado, resgata as memórias e tradições dos imigrantes italianos

Foto: Divulgação/ TV Brasil

Quais os povos formadores da região Sul?
 
O Caminhos da Reportagem percorre cidades do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina para mostrar as marcas que diferentes povos deixaram na cultura, na arquitetura e na língua na região Sul do Brasil. 

A Região Sul foi, por muitos anos, ignorada pela Coroa portuguesa. Quando os lusos perceberam que poderiam perder tantas terras para os espanhóis, começaram a se preocupar com essa imensa área pouco habitada do território. No século XVIII, os primeiros açorianos chegaram ao litoral de Santa Catarina.
 
Antônio Prado, no Rio Grande do Sul,  é considerada a cidade mais italiana do Brasil
Antônio Prado, no Rio Grande do Sul, é considerada a cidade mais italiana do Brasil - Divulgação/TV Brasil
 
O artista plástico Cláudio Agenor de Andrade, descendente de açorianos, explica que cerca de 6 mil açorianos ocuparam todo o litoral catarinense, paranaense e gaúcho. “Deixam marcas e pegadas profundas na arquitetura, na maneira de falar, nas rendas de bilro, enfim, praticamente a supremacia da cultura se estabelece aqui, muito mais que africana, que já existia, e a indígena, que é extinta”, ressalta.

Os caiçaras são formados a partir da miscigenação entre índios, brancos e negros, e mantém viva a tradição do fandango no Paraná. O fandango caiçara foi registrado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 2012 e é uma expressão musical e festiva no Paraná. Conhecemos o grupo de fandango Mandicuera, na Ilha dos Valadares, em Paranaguá.
 
Caiçaras são formados a partir da miscigenação entre índios, brancos e negros, e mantém viva a tradição do fandango
Os caiçaras são formados a partir da miscigenação entre índios, brancos e negros, e mantém viva a tradição do fandango, por Divulgação/TV Brasil
 
No século XIX, milhares de imigrantes desembarcaram nos portos do Rio de Janeiro, de Santos e de Paranaguá e fincaram raízes no Brasil. Hoje, descendentes de italianos, alemães, poloneses, ucranianos, portugueses, espanhóis formam a imensa colcha de retalhos que dá cor à região Sul do país. Nossa equipe de reportagem resgata histórias de famílias que deixaram a Europa e vieram habitar essa região. 
 
Jorge Signorini é descedente de italianos e conta que os primeiros Signorini vieram para o Rio Grande do Sul acreditando nas promessas de terra
Jorge Signorini é descendente de italianos e conta que os primeiros Signorini vieram para o Rio Grande do Sul acreditando nas promessas de terra, por Divulgação/TV Brasil
 
Nelsa Dupont é regente do Coral Vozes do Prado em Antônio Prado, considerado o município mais italiano do Brasil. Cerca de 80% da população da cidade domina o Talian, um dialeto vindo da região do Vêneto, na Itália. Um dos objetivos do coral é manter vivas as tradições italianas. “Ensinar para nossos filhos e netos as canções que nos foi ensinada pelos nossos nonos. Essa é a base, é a nossa cultura, é o nosso orgulho”, diz Nelsa.
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