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15/12/19 às 21:14

Sorgo gigante boliviano pode dobrar sua área cultivada até 2021 no Brasil

Ariosto Mesquita

AguaBoaNews

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Sorgo gigante boliviano pode dobrar  sua área cultivada até 2021 no Brasil

Colheita do sorgo gigante boliviano em propriedade no sul de Goiás

Foto: Ariosto Mesquita

Ele impressiona qualquer um que o vê na lavoura. Preenche os espaços, atinge alturas superiores a cinco metros e tem alta produtividade, conseguindo ofertar mais de 100 toneladas (t) de massa verde por hectare (ha). Este é o Sorgo Agri 002E, variedade forrageira introduzida no Brasil em 2017 e mais conhecida como o sorgo gigante boliviano, em função de sua tecnologia e melhoramento genético terem origem no país vizinho. A cultivar tropical, com seus atributos e aplicações, foi o assunto principal do Agri Contech, evento internacional realizado de 10 a 13 de dezembro em Indaiatuba, SP e Leme, SP, organizado pela Latina Seeds, subsidiária para os mercados brasileiro e paraguaio do Grupo Agricomseeds, detentor de toda a tecnologia.

Com dois anos no mercado brasileiro, a variedade vem chamando a atenção de pecuaristas, agricultores e setor agroindustrial por fornecer possibilidade de três aplicações distintas: uso na alimentação animal (silagem e corte/pastejo), uso na restruturação do solo e diminuição dos impactos tropicais na cultura da soja e utilização para a geração de bioenergia. A empresa promete dobrar a oferta de sementes no mercado brasileiro e trabalha com a expectativa de ampliar a área plantada de 120 mil hectares (prevista para ciclo 2020/2021) para 250 mil hectares em 2021/2022.

O desempenho a campo da forrageira chega a impressionar. Em experimentos realizados no Paraná pela G12 Agro Consultoria, sob a coordenação do engenheiro agrônomo Igor Quirrenbach, o sorgo gigante conseguiu uma produção de 105 t/ha de massa verde quando plantado na safra de verão (ao longo de 134 dias) e de 50 t/ha na safra de inverno/safrinha (ciclo de 115 dias). “Na pecuária de corte, por exemplo, um hectare cultivado com o sorgo gigante pode alimentar até oito unidades animal (ua)/ha/ano na primeira safra e cinco ua/ha na safrinha”, garante. O ganho de peso diário (GMD), segundo ele, pode variar entre 0,5 a 1,5 kg, dependendo do nível de suplementação da dieta.

Não por acaso o sorgo ocupou boa parte da programação técnica do evento que reuniu especialistas e técnicos de seis países: Brasil, Paraguai, Equador, Colômbia, Bolívia e Uruguai.

A Agricomseeds tem sede em Santa Cruz de La Sierra (Bolívia) e é focada no desenvolvimento, produção e distribuição de variedades híbridas de milho e sorgo para plantio em regiões tropicais e subtropicais. De acordo com o William Sawa, diretor-executivo da Latina Seeds, a empresa está presente hoje em todos os países da América do Sul e também na África (Angola e Quênia), além de desenvolver parcerias em genética na China e nos Estados Unidos.
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