Notícias / Agronegócios

06/12/19 às 15:37

Acrismat e Indea-MT finalizam levantamento sorológico sobre peste suína clássica

Com apoio do Fundo de Sanidade e Desenvolvimento da Suinocultura foram colhidas mais de 400 amostras em nove municípios de Mato Grosso

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Acrismat e Indea-MT finalizam levantamento sorológico sobre peste suína clássica

Foto: Divulgação

Após pouco mais de um mês de trabalho, médicos veterinários do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT) finalizaram o levantamento sorológico sobre a Peste Suína Clássica (PSC), em Mato Grosso. A Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) com apoio do Fundo de Sanidade e Desenvolvimento da Suinocultura (FSDS), foram coletadas 419 amostras de 66 propriedades em nove municípios do Estado.

O trabalho, realizado a cada três anos, tem objetivo de manter Mato Grosso na condição de livre da PSC, conforme reconhecimento feito pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Agora o material será encaminhado aos Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária e os resultados encaminhados a OIE.
 
De acordo com o presidente da Acrismat, Itamar Canossa, o trabalho realizado em parceria com os órgãos públicos são essenciais para dar continuidade ao desenvolvimento do setor e para manter um diferencial da produção do Estado perante o mercado nacional e internacional.

“É a prova que todo o trabalho feito tem dado certo e que as normas sanitárias são seguidas a risca nos setores produtivos. Esta é apenas uma das diversas atividades realizadas no Estado com o intuito de manter Mato Grosso como zona livre da PSC. o que é de extrema importância para abrir mercado para nossa produção”, explica Canossa.

As amostras foram colhidas em locais de criação de suínos de subsistência, conhecidos como “suínos de fundo de quintal”, de forma aleatória. O levantamento aconteceu nos seguintes municípios; Vila Rica, Santa Terezinha, Alta Floresta, Cáceres, Porto Esperidião, Vila Bela da Santíssima Trindade, Pontes e Lacerda, Paranaíta e Guarantã do Norte.   

“Nossa prioridade era atuar nos municípios que fazem fronteira com zonas que não são reconhecidas como livre da PSC, onde realizamos um trabalho contínuo de monitoramento até mesmo em relação ao trânsito de animais de uma área para outra. As cidades escolhidas fazem fronteiras com o Pará, Amazonas e a Bolívia, áreas que precisam de mais atenção”, destaca o médico veterinário da Acrismat, Igor Queiroz.

Outras ações contínuas realizadas ao longo dos meses envolvem a coleta e monitoramento de animais reprodutores de descarte, que são abatidos em frigoríficos com inspeção federal e estadual; Monitoramento com coleta de material nas granjas comerciais de ciclo completo e unidades produtoras de leitões e monitoramento de javalis asselvajados.
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