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08/10/19 às 18:13 / Atualizada: 08/10/19 às 19:24

Sinop - Enfermeira que estava desaparecida foi encontrada morta; Polícia Civil representa pela prisão de 2 suspeitos

Marido e policial militar são suspeitos da morte. O corpo da vítima foi localizado, nesta terça-feira (08.10), em um bueiro da cidade

Assessoria Polícia Civil

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Sinop - Enfermeira que estava desaparecida foi encontrada morta; Polícia Civil representa pela prisão de 2 suspeitos

Foto: Assessoria Polícia Civil

A Polícia Judiciária Civil, através da Divisão de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP) de Sinop prendeu em flagrante o cabo da Polícia Militar, M. V. P. R., 26, por envolvimento na morte e ocultação de cadáver da enfermeira, Zuilda Correia Rodrigues, 43, que estava desaparecida desde o dia 27 de setembro.

O policial trabalhava no estabelecimento comercial da família e confessou a participação no crime, assim como indicou o local onde o corpo foi ocultado. O desaparecimento da enfermeira foi registrado no dia 28 de setembro pelo marido da vítima, R. R., que também está envolvido na ação criminosa e que está foragido.

Durante as investigações, foram realizadas diversas diligências como perícias técnicas no carro da vítima, análises imagens, mensuração do tempo em que levaria cada ato narrado pelos suspeitos. O crime foi esclarecido após a equipe da DHPP realizar novo interrogatório com o policial, quando o suspeito confessou o crime, que ocorreu em frente à residência da vítima.

De acordo com o delegado Carlos Eduardo Muniz, a crime foi motivado por constantes discussões entre a vítima e o marido e também com o policial militar, que prestava serviços no estabelecimento da família. “Ele disse que a ideia inicial era apenas dar um susto na vítima, simulando uma tentativa de roubo, porém, a situação saiu do controle e eles acabaram matando a vítima”, informa o delegado.

O policial indicou ainda onde eles ocultaram o corpo da vítima, que foi encontrado nesta terça-feira (08.10), a aproximadamente 1,5 quilômetro do local em que foi jogado, uma tubulação de bueiro localizada nas proximidades do Centro de Eventos Dante de Oliveira, no município.

Por se tratar de um local de difícil acesso, as buscas contaram com apoio do Corpo de Bombeiros e também foram acompanhadas pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). O corpo estava em avançado estado de decomposição, mas familiares reconheceram as roupas da vítima.

Com base nas evidências, o delegado lavrou o flagrante contra M. V., pelo crime ocultação de cadáver (crime de natureza permanente) e também representou pela prisão preventiva do suspeito e do marido da vítima, R. da R. pelos crimes de feminicídio e ocultação de cadáver.

“A motivação ainda precisa ser verificada uma vez que essa é a versão apresentada pelo policial militar e o marido da vítima continua foragido”, disso Carlos Muniz.


Zuilda Correia Rodrigues, de 43 anos, estava desaparecida desde o dia 27 de setembro— Foto: Facebook/Reprodução
 
O caso
 
O marido de Zuilda foi quem registrou um boletim de ocorrência, no dia 28, relatando o desaparecimento da mulher na noite anterior. À polícia, ele disse que encontrou a caminhonete dela com manchas que poderiam ser de sangue, além de fios de cabelo, indicando sinais de violência.
 
Na denúncia feita à polícia, o marido informou que convivia com Zuilda há cerca de 10 anos. Ele afirmou que passou no hospital onde ela trabalha para buscá-la após o término do plantão.
 
Como ele está trabalhando com a venda de espetinhos, na região central da cidade, a deixou em casa por volta de 19h e voltou ao trabalho. Mais tarde, como a mulher não apareceu no espetinho, ele retornou na residência para verificar o que havia ocorrido.
 
Ronaldo constatou que a mulher e o veículo da família não estavam no local. Com isso, ele relata no boletim de ocorrência que imaginou que ela poderia estar na igreja e retornou para o trabalho.
Horas depois ele encontrou a caminhonete estacionada em frente da casa e trancada.
 
Ele disse ter entrado na casa, percebido que no quarto faltavam algumas roupas da mulher e dinheiro. E, então, afirmou ter pego a chave reserva, foi até o veículo e constatou sinais de manchas com sangue e fios de cabelo.
 
O marido disse ainda que estacionou a caminhonete no quintal e que o filho de Zuilda tentou achar o telefone dela e a localização apontou a própria casa da família, mas o aparelho não foi encontrado.
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