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24/08/19 às 07:36 / Atualizada: 24/08/19 às 07:46

Sinop - Polícia encontra corpo de mulher que estava desaparecida e foi assassinada

Só Notícias/Cleber Romero/Herbert de Souza (colaborou: José Carlos Araújo)

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Sinop - Polícia encontra corpo de mulher que estava desaparecida e foi assassinada

Foto: Só Notícias

O corpo foi encontrado, esta tarde, em uma vala com vegetação, na região do bairro Setor Industrial Norte, próximo ao parque de exposições. A Polícia Civil confirmou que a vítima é Helida Cristina da Silva Fardin, 35 anos, que estava desaparecida, desde segunda-feira (19), quando saiu de casa para receber uma dívida.

No início da noite, o delegado responsável pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil, Carlos Eduardo Muniz, concedeu entrevista coletiva para falar sobre o caso. Segundo ele, Leandro José Reis, 41 anos, confessou que assassinou Hélida em razão da cobrança de uma dívida de R$ 14 mil.

“Conseguimos cruzar algumas incoerências na versão do suspeito, que, inicialmente, foi ouvido como testemunha. Algumas coisas não batiam com o que levantamos anteriormente. Quando confrontamos a versão (do acusado) pela primeira vez, ele conseguiu segurar. Mas trouxe outras incoerências que passamos a investigar. Por estas outras incoerências, o intimamos até a delegacia novamente e ele não encontrou outra saída, que não confessar o delito e apontar onde estava o corpo”, disse o delegado.

Em depoimento à Polícia Civil, Leandro detalhou que tinha uma relação de amizade e sociedade com Hélida e o marido dela. Conforme o delegado, eles emprestavam dinheiro. “Seriam sócios nesta forma de se ganhar dinheiro. Como sociedade, tinham relacionamento de amizade também. Ele (Leandro) fala que, no momento da cobrança, era R$ 14 mil, mas tinham diversos negócios juntos. Possuíam diversas quantias emprestadas de um para o outro. Era uma forma de movimentar estes empréstimos”, explicou Muniz.

Leandro confessou à Polícia Civil que, na segunda-feira, por volta das 15h, a vítima foi até o restaurante dele, no centro, para cobrá-lo. Ele disse que se irritou e, em um momento de fúria, pegou uma corda de varal e enforcou Hélida. Depois, embrulhou o corpo com sacos plásticos e fitas isolantes, e saiu para fazer compras. Cerca de três horas mais tarde, retornou para o local, colocou o cadáver no porta-malas do carro e levou até o Setor Industrial Norte.

A Polícia Civil, segundo Muniz, descarta envolvimento de outras pessoas e vai pedir a prisão preventiva de Leandro. Ele deve responder por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

Desde segunda-feira, familiares e amigos estavam mobilizados, também pelas redes sociais, procurando Helida. Ela trabalhava como repositora em um supermercado. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para necropsia. Ainda não foram divulgadas informações sobre os procedimentos fúnebres.

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