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07/08/19 às 12:28 / Atualizada: 07/08/19 às 19:58

Vila Rica - Quase 50 anos de prisão foi a pena do vaqueiro que matou pai e filho procuradores

Vários parentes das vítimas vieram de Brasília para assistir o julgamento, entre eles, esposas, irmãos, filhos, tios e amigos.

Eldorado FM

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Vila Rica - Quase 50 anos de prisão foi a pena do vaqueiro que matou pai e filho procuradores

Foto: Rafael Trindade, Eldorado FM

O julgamento do acusado de matar os procuradores Saint’Clair Martins Souto, 78 anos, e Saint’Clair Diniz Souto, 38, (pai e filho) proprietários da fazenda Santa Luzia em Vila Rica terminou a 1h da madrugada desta quarta-feira dia 07 de agosto.

Um forte esquema de segurança foi preparado para o julgamento. Policiais Militares, Força Tática e Agentes Penitenciários fizeram a segurança no local. Uma ambulância com profissionais da Secretaria Municipal de Saúde estiveram presentes durante todo o julgamento.

Inicialmente havia uma previsão de três dias de julgamento, dias 06, 07 e 08, más, durante os trabalhos do tribunal do júri houve a dispensa de várias testemunhas arroladas no processo por parte da defesa, com isso o julgamento foi bastante abreviado. 

O suspeito José Bonfim Alves de Santana, acusado de duplo homicídio mediante dissimulação e recurso que dificultou a defesa da vítima, para assegurar a vantagem de outro crime, ocultação de cadáver, fraude processual e posse irregular de arma de fogo foi condenado a pena de 47 anos e 3 meses de reclusão, 1 ano e 6 meses de detenção e 60 dias-multa.

O julgamento teve início às 9 horas da manhã com o sorteio dos 7 jurados e terminou na madrugada de quarta-feira (07) com a sentença proferida pelo juiz Ivan Lúcio Amarante.

Na época do duplo homicídio, em 2016, Bonfim confessou o crime.  Ele trabalhava para a família há oito anos e atuava como administrador da Fazenda Santa Luzia, de propriedade das vítimas. 

No júri presidido pelo juiz Ivan Lúcio Amarante, atuaram na acusação os promotores Eduardo Antônio Ferreira Zaque, de Vila Rica, e Marcelo Rodrigues Silva, de Porto Alegre do Norte e os advogados assistentes de acusação Elizabebeth Diniz Martins Souto (mãe e viúva das vítimas) e Mário Alves Ribeiro. Na defesa do réu atuaram os advogados Oswaldo Augusto Benez dos Santos e Thiago Augusto Gomes dos Santos. 

Vários parentes das vítimas vieram de Brasília para assistir o julgamento, entre eles, esposas, irmãos, filhos, tios e amigos.  Familiares e amigos do réu também acompanharam todo o julgamento.

Entre as pessoas previamente cadastradas para assistirem o julgamento, estava presente um grupo de acadêmicos do 8º semestre do Curso de Direito da Unemat de Vila Rica.

Após o julgamento, José Bonfim Alves de Santana foi encaminhado para a Penitenciária Major PM Zuzi Alvez da Silva para o cumprimento da pena. 
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