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31/07/19 às 18:22 / Atualizada: 31/07/19 às 18:28

UFMT auxilia produtores com pesquisas sobre fruticultura

Projeto Hortitrop busca ampliar a produção de frutas.

André Faust/Assessoria

com redação AguaBoaNews

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Por causa da mudança climática extrema em diferentes estações do ano, produzir frutas na Baixada Cuiabana é um desafio que os produtores locais enfrentam há anos. Para contornar este problema e ampliar a quantidade e o aproveitamento desta cadeia produtiva, o projeto de extensão “Consolidação e Desenvolvimento Continuado do Setor de Fruticultura da Fazenda Experimental da UFMT”, realizado pela Universidade Federal de Mato Grosso, busca o desenvolvimento de técnicas eficazes para este tipo de plantio na região para compartilhar os resultados com os produtores locais.

O grupo de pesquisa Hortitrop, cujo nome remete ao cultivo de hortaliças em climas tropicais,, se divide em diferentes projetos: fruticultura; floricultura; olericultura e paisagismo e conta com uma média entre 15 e 25 estudantes dos cursos de Agronomia, Biologia, Nutrição e Engenharia Florestal.

“Ao invés de falar sobre mamão dentro de sala de aula, levo os estudantes à Fazenda Experimental e fazemos a parte prática”, explica o professor Glaucio da Cruz, coordenador do projeto. 

Para o estudante de Agronomia e bolsista Pedro Lucas, as aulas práticas proporcionadas pelo projeto são um dos principais aprendizados encontrados em seu curso de graduação. “Sempre digo que é uma pena o grupo não ter nascido antes para eu ter aproveitado desde o meu período de calouro essa experiência. É possível aplicar o que vemos em aula, aprender com os erros e com as limitações. Isto está sendo indispensável para minha formação”, conta.
 
Abacaxis
Dentre os resultados até agora, o abacaxi tem representado o maior sucesso. “Como o abacaxi é uma inflorescência, que é uma reunião de várias flores, usamos hormônio para induzi-lo a florescer. Os agricultores, por exemplo, induzem o abacaxi por 12 meses. Aqui na Fazenda, nós avaliamos em 4, 6, 8 e 10 meses ao mesmo tempo da ‘testemunha’, que é o abacaxi natural sem indução, para ver qual é o melhor estágio desse processo. Se em 6 meses vai produzir o mesmo que produz em 12, por exemplo”, conta o estudante de Agronomia, Davidson Henrique. 

Dos 360 abacaxis em tratamento, cerca de 96% se desenvolveram através da indução por 12 meses na mesma frequência da “testemunha”. Desse modo, desenvolver este experimento em menos tempo significa acelerar o processo de produção, conhecimento que irá beneficiar os produtores locais.
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