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27/06/19 às 08:07

Receita no campo caminha para novo recorde em MT: R$ 92,94 bi

Marianna Peres, Diário de Cuiabá

AguaBoaNews

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Receita no campo caminha para novo recorde em MT: R$ 92,94 bi

Foto: Frota e Cia

A receita no campo, mensurada pelo indicador ‘Valor Bruto da Produção’ (VBP), em Mato Grosso, deverá superar seu próprio recorde em 2019 e fechar o ciclo 2018/19 com faturamento de R$ 92,94 bilhões. As cifras calculadas pelo Ministério da Agricultura, se confirmadas, serão 5,38% acima do volume histórico do ano passado, em R$ 88,19 bilhões. Contribuem para esta estimativa as projeções de VBP ao algodão, ao milho, à soja e à bovinocultura.

Fora o peso de mais um resultado histórico, Mato Grosso estará participando com 15,46% de tudo que o País faturar, o que segundo o coordenador-geral de Estudos e Análises da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, José Garcia Gasques, está estimado em R$ 600,92 bilhões. O VBP reflete a renda gerada da porteira para dentro das propriedades, levando em consideração os volumes produzidos e os preços médios de mercado para cada cultura/atividade.

Por mais um ano, o Estado – que é o maior produtor de grãos e fibras do Brasil há oito anos seguidos – liderará o ranking nacional do VBP, superando São Paulo, cuja projeção é de R$ 75,92 bilhões nesse ano, acima do que faturou no ano passado, R$ 72,40 bilhões.

Novamente, a receita gerada na agricultura se mantém como alicerce do VBP estadual. Dos mais de R$ 92 bilhões apontados, R$ 75,14 bilhões virão das lavouras, cifras que representam 80,84% do recorde. O restante, R$ 17,79 bilhões, virá da pecuária, por meio das atividades de bovinocultura, avicultura, suinocultura e da produção de leite e de ovos. Na pecuária há ganho anual sobre o VBP, que passa de R$ 15,86 bilhões para uma projeção de mais de R$ 17,7 bilhões. Ambas as receitas – agricultura e pecuária – se confirmadas, serão também recorde dentro da série histórica do Ministério para Mato Grosso.

Entre as culturas, o maior avanço em cifras vai para o algodão. A receita estimada é recorde, R$ 26,40 bilhões ante – o então histórico - R$ 22,23 bilhões. Milho e cana-de-açúcar também exibem expansão ante 2018. O cereal deverá contabilizar R$ 10,97 bilhões ante R$ 9,48 milhões do ano passado. A cana passa de R$ 1,91 bilhão para R$ 2,01 bilhões. Por volume, a soja – mesmo sendo a última cultura de peso no agro estadual a retrair na comparação anual – se revela importante com receita praticamente consolidada de R4 34,01 bilhão. No ano passado havia atingido o recorde de R$ 37,44 bilhões.

Na atividade pecuária, das cinco das atividades monitoradas apenas uma – produção de ovos – tem projeção de recuo ante o realizado em 2018. Conforme o Ministério, o volume gerado deve somar R$ 588,19 milhões ante R$ 616,92 milhões.

Na bovinocultura, a renda esperada para esse ano deverá ser recorde, se ela se confirmar em R$ 13,35 bilhões. No ano passado foram R$ 11,77 bilhões.

Na suinocultura, a receita desse ano deve superar a anterior: de R$ 823,12 milhões para R$ 860,53 milhões. Na avicultura, a projeção indica faturamento de R$ 2,42 bilhões ante o anterior de R$ 2,13 bilhões. A produção de leite deve somar R$ 570,75 milhões contra R$ 519,82 milhões do ano passado.

REGIONAL - Como mostrado em relatórios anteriores, os resultados regionais do VBP mostram a liderança do Centro-Oeste, com valor de R$ 171 bilhões, Sul, R$ 148,8 bilhões, Sudeste, R$ 146 bilhões, Nordeste, R$ 57 bilhões, e, o Norte, R$ 35,7 bilhões.

O VBP nacional, estimado em R$ 600,93 bilhões, está próximo ao recorde alcançado em 2017, de R$ 604,16 bilhões (em termos reais), que foi o maior desde o início da série em 1989. A alta em relação ao fechamento do ano passado é de 1,4%. De acordo com José Garcia Gasques, coordenador-geral de Estudos e Análises da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, o montante não deve ficar muito diferente até o fim do ano, uma vez que falta apenas as culturas de inverno e o trigo para o fechamento.

A pecuária vem liderando o crescimento, com aumento real de 4,1%, revelando recuperação da atividade, enquanto as lavouras se mantém estáveis em relação ao ano anterior com valor parecido ao do ano passado.

“Há uma quantidade relativamente grande de produtos que vêm apresentando bom desempenho”, destaca Gasques. “Mas os de maior destaque são algodão, amendoim, banana, batata inglesa, feijão, laranja, milho, tomate e trigo”. Alguns se recuperaram na comparação com 2018. “Cabe observar aos leitores que os resultados favoráveis de feijão e milho devem-se à segunda safra do milho, que teve aumento excepcional de produtividade, e à segunda e terceira safras do feijão”.
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