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23/05/19 às 14:29

De volta ao passado - Em MT, 339 mil famílias já usam lenha e carvão para cozinhar

Os dados são da Pesquisa Nacional Por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua divulgada, ontem, pelo IBGE

Joanice de Deus, Diário de Cuiabá

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De volta ao passado - Em MT, 339 mil famílias já usam lenha e carvão para cozinhar

Foto: Divulgação

Em Mato Grosso, 339 mil famílias já usam lenha ou carvão para cozinhar. Essa quantidade de lares em que os alimentos são preparados utilizando esses produtos representa 9,97% da população mato-grossense (3,4 milhões) e uma alta de 126% ou mais 189 mil de domicílios nos últimos dois anos. Os dados são da Pesquisa Nacional Por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua divulgada, ontem (22), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estática (IBGE). Em Cuiabá, o aumento foi para 485.71.

No país, são 14 milhões que já utilizam esses dois tipos de combustíveis, um crescimento de 27% ou mais 3 milhões de imóveis se comparado a 2016, quando eram pouco mais de 11 milhões. O aumento do desemprego e a alta no preço do botijão de gás explicam esse salto. Entre 2016 e 2018, período contemplado pelo levantamento, o gás de cozinha acumulou alta de 24% e a taxa média de desemprego passou de 11,5% para 12,3%. Na capital mato-grossense, por exemplo, o gás pode ser encontrado por até R$ 105,00.

Conforme a Pnad, em 2016, 150 mil domicílios localizados no Estado utilizavam o carvão ou a lenha. Em 2017, esse número subiu para 215 mil e, no ano passado, para 339 mil. Já o uso do gás de botijão ou encanado subiu de 1.106 milhão para 1.148 mi no mesmo período. A energia elétrica também teve incremento expressivo saltando de 253 mil, há dois anos, para 622 mil, em 2018. Os demais usavam outros tipos de materiais.

Com pouco mais de 600 mil habitantes, Cuiabá seguiu a tendência estadual. Na capital, o número de lares usando carvão e lenha cresceu expressivamente (485.71%), saindo de 7 mil, em 2016, para 41 mil, no ano passado. Já o uso do gás, aumentou de 201 mil, em 2016, para 207 mil, no ano seguinte, e 2011, em 2018, e o da energia elétrica saltou de 46 mil para 152 mil no mesmo espaço de tempo.

A Pnad revela ainda que o número de domicílios no território mato-grossense saltou de 1.115 milhão, em 2016, para 1.159 milhão, em 2018. Do total registrado ano passado, a maioria do tipo de casa (1.079 mi) e o restante apartamento (79 mil), entre outros, como cômodos ou cortiços. Já 741 mil dos imóveis, eram próprio de algum morador, 938 mil de alvenaria com revestimento, 120 mil de madeira e outros 81 mil de alvenaria, mas sem revestimento.

Já a população do país cresceu 5,1% entre 2012 e 2018. As mulheres representavam 51,7% da população em 2018. O padrão foi acompanhado pela maioria das unidades da federação, com exceção de Tocantins (49,0%) e Roraima (49,4%). Os estados com maior proporção de mulheres foram Rio de Janeiro (53,2%), Pernambuco (53,0%) e Sergipe (52,6%). Em Mato Grosso, esse percentual é de 50,2%.

Em 2018, no Brasil, a população de 0 a 13 anos de idade correspondia a 18,6% do total, percentual que correspondia a 20,9% em 2012. Em 2012, as pessoas de 65 anos ou mais de idade representavam 8,8% da população nacional e, em 2018, passou para 10,5%. Em 13 unidades da federação os idosos nesse grupo correspondiam a 10% ou mais da população.

SANEAMENTO - De 2017 para 2018, o percentual de domicílios com acesso à rede ou de fossa ligada à rede da região centro-oeste aumentou de 52,5% para 55,6%. De acordo com a Pnad Contínua, as maiores variações ocorreram em Mato Grosso (de 29,8% para 34,9%) e no vizinho Mato Grosso do Sul (de 41,4% para 48,2%).

Conforme divulgado ontem (22) pelo DIÁRIO, o Estado precisaria investir R$ 17 bilhões a fim de atender às metas de universalização do Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab) até 2033. A aplicação desse total, o que corresponde a R$ 1,2 bilhão por ano, inclui obras em ampliação de extensão de redes, adutoras, construção de estações de tratamento de água e esgoto, elevatórias, reservatórios, ligações de água, cisternas, poços artesianos, redes coletoras de esgoto, coletores-tronco, ligações de esgoto e tanques sépticos. As demandas constam em um estudo realizado pela KPMG para a Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Púbicos de Água e Esgoto (ABCON).

Ainda, segundo a Pnad Contínua, em todo o país, 66,3% do total de domicílios do país tinham acesso a rede geral ou fossa ligada à rede para escoamento de esgotos. O maior percentual estava no sudeste (88,6%) e os menores estavam no norte (21,8%) e nordeste (44,6%). Quanto aos domicílios com disponibilidade diária da rede geral de abastecimento, o percentual era de 83% no ano passado, em Mato Grosso.
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