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05/05/19 às 16:40

Controle químico não deve ser única tática adotada para o combate ao bicudo-do-algodoeiro

Assessoria de Impresa Ampa

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Controle químico não deve ser única tática adotada para o combate ao bicudo-do-algodoeiro

Foto: José Medeiros/IMAmt

O bicudo-do-algodoeiro é a principal praga da cultura do algodão e requer a atenção dos produtores rurais. Causador de queda acentuada de botões florais e abertura irregular dos capulhos, o inseto eleva a necessidade de aplicações de inseticidas e, consequentemente, os custos de produção, como na safra brasileira 2015/2016 quando as perdas somadas aos custos de controle registraram um valor médio de US$ 360 por hectare. Segundo especialistas, o controle químico não deve ser a única tática adotada para o controle do bicudo-do-algodoeiro.O assunto é abordado na Circular Técnica 40 do IMAmt, publicada no mês de março de 2019, assinada pelos pesquisadores Dr. Jacob Crosariol Netto e Dr. Guilherme Gomes Rolim, além do coordenador de projetos e difusão do Instituto, Marcio Souza.

O elevado potencial do bicudo-do-algodoeiro como praga é decorrente do ataque às estruturas reprodutivas do algodoeiro, ocasionando queda acentuada de botões florais e abertura irregular dos capulhos. Conforme os especialistas do IMAmt, o controle químico não deve ser a única tática a ser adotada pelos produtores para combater a praga.

“Para maior sucesso no controle dessa praga, é necessária a adoção/realização de um conjunto de táticas que envolvem escolha correta de moléculas inseticidas, regulagem de equipamentos de aplicação, destruição efetiva de restos culturais (soqueiras/tigueras), monitoramento de populações durante o período da entressafra, entre outras. No entanto, a utilização dessas táticas de forma isolada em grandes áreas de cultivo surte poucos efeitos contra a população da praga”, afirmam os pesquisadores.

No final da safra 2014/2015 o Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt), em parceria com produtores rurais, iniciaram um projeto de controle efetivo do bicudo-do-algodoeiro. A partir de então, grupos regionais denominados GTA (Grupo Técnico do Algodão) começaram a ser formados. “Cada grupo foi montado regionalmente, com intuito de entender as características de cada região, e, a partir disso, planejar e executar de forma conjunta ações regionais visando à redução populacional do bicudo-do-algodoeiro”, explicam os pesquisadores.

Inicialmente foram criados nove grupos localizados nas principais regiões produtoras de algodão em Mato Grosso. Cada grupo é composto por produtores, diretores e gerentes de fazendas, agrônomos, técnicos agrícolas, consultores e pesquisadores. “Além de tratarem das estratégias para o controle do bicudo-do-algodoeiro, os grupos também discutem sobre cultivares, doenças, plantas daninhas e outros tratos culturais importantes para a boa condução da lavoura, que são compartilhados entre os integrantes”.

Ainda de acordo com a Circular Técnica do IMAmt, o atual cenário possui componentes que contribuem para que a presença do bicudo-do-algodoeiro seja frequente, como a retirada de moléculas de alta eficiência de controle (como Endosulfan e Parationa Metílica) e redução da eficiência dos piretroides, por exemplo, bem como o crescente índice de adoção e desenvolvimento de novas cultivares resistentes a uma série de herbicidas, o que acarreta maior dificuldade no controle das soqueiras e tigueras de algodão. “Desta forma com o iminente crescimento das áreas de cultivo de algodão no Brasil, principalmente no cerrado, é de extrema importância a manutenção e a criação de novos grupos com o mesmo propósito”, concluem os pesquisadores do IMAmt.

Confira aqui a Circular Técnica do IMAmt nº 40/2019.
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