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02/04/19 às 00:21

Marfrig assume operação de complexo industrial em Várzea Grande

Unidade, já com plano de expansão anunciado, será a maior planta do Grupo em operação no Brasil e a partir de junho deve operar em sua capacidade plena

Marianna Peres, Diário de Cuiabá

AguaBoaNews

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Marfrig assume operação de complexo industrial em Várzea Grande

Foto: Divulgação

A Marfrig Global Foods, uma das líderes mundiais do setor de carne bovina, assumiu ontem, dia 1º, as operações da unidade de abates de bovinos e da fábrica de processados em Várzea Grande, Mato Grosso, de forma integral. A unidade tem projeção de se tornar ainda nesse ano a maior planta do grupo em operação no país, após a aplicação de cerca de R$ 50 milhões em equipamentos para ampliação da linha de produção. Os investimentos foram anunciados durante a solenidade que marcou a chegada do grupo à cidade e reuniu, no pátio, seus quase dois mil funcionários, autoridades públicas e parceiros da cadeia do agronegócio.

O complexo – que nasceu na década de 70 como o maior do país e operando sob a marca Sadia – já tem como certa a entrada em atividade de uma segunda linha de produção até junho, ampliação já em curso e que está demandando investimentos de cerca de R$ 50 milhões, ou aproximadamente, US$ 20 milhões.

O diretor de Operações do Grupo, Artêmio Listone, explicou que a unidade, ainda com capacidade ociosa, estará operando com abate diário de mil bovinos e uma produção industrial de hambúrgueres, quibes, almôndegas e carne cozida de 2,5 mil toneladas ao ano. A produção de carnes também estará voltada ao atendimento do mercado nacional e internacional, especialmente aos países árabes, como o Irã, já que a planta segue os preceitos mulçumanos, que exigem o abate Halal, pelo qual o animal deve ser abatido de forma rápida, sem sofrimento, por meio da degola, com esgotamento total e natural do fluxo sanguíneo.

“Com esses investimentos que já começaram, por meio da aquisição e instalação de equipamentos de alta tecnologia para área de industrializados, vamos ampliar a linha de abates para 1,5 mil cabeças ao dia e atingir um volume de produção de 70 mil toneladas ao ano. Mais do que gerar empregos e investir no complexo, estamos assumindo um compromisso com Mato Grosso e Várzea Grande. Vamos otimizar a empresa fazendo-a funcionar na sua capacidade plena e assim, firmamos nossa responsabilidade com o Estado”.

Ainda de acordo com o Executivo, abrir uma segunda linha de produção possibilita ampliar o volume, com custo 25% inferior se comparado com o da linha principal. Ao atingir a capacidade total de abates de bovinos, o complexo industrial de Várzea Grande será o maior da Marfrig em operação no país. “A Marfrig nasceu em Mato Grosso, a partir de uma planta em Tangará da Serra. Hoje voltamos à origem de tudo, da empresa e assumindo a primeira indústria frigorífica que o Estado teve. Acredito que essa operacionalização seja tão importante para empresa como para a cadeia pecuária do Estado e do país”.

Amanhã, 15 conteineres de equipamentos chegam à unidade e até o final do mês outros 17, consolidando os mais de R$ 50 milhões.

"Uma unidade de abate e uma fábrica de hambúrgueres em um mesmo local faz com que a Marfrig economize recursos, ganhe escala e eficiência operacional", destacou CEO da operação América do Sul da companhia, Miguel Gularte.

Os hambúrgueres produzidos no complexo de Várzea Grande irão abastecer as principais redes de fast food no Brasil, como Burger King e Mc Donald’s.

Para a prefeita da cidade, Lucimar Sacre de Campos, a retomada da planta industrial na sua totalidade é um presente antecipado que Várzea Grande recebe, prestes a completar 152 anos, no dia 15 de maio. “Mais que um presente à cidade, ganhamos um presente no reforço da geração de emprego e renda na cidade, reforçando a política desenvolvimentista que adotamos há cerca de cinco anos e que vem transformando Várzea Grande”, destacou a gestora. Ela lembrou que o Município injeta rigorosamente no último dia útil do mês cerca de R$ 27 milhões na economia com o pagamento do funcionalismo. “Esses recursos aliados aos salários que serão pago pelo Marfrig, bem como juntos aos tributos que a operação da empresa vai gerar, irão consolidar a economia local e melhorar a média de rendimentos do trabalhador várzea-grandense. Toda uma cadeia local de suprimentos e prestação de serviços será movimentada a partir de agora. Desde tributos, até o consumo de energia, água, transporte público, combustíveis, enfim, uma engrenagem que volta a girar na sua totalidade, beneficiando a todos”.

O senador Jayme Campos (DEM/MT), fez questão de lembrar que o início das operações da Marfrig, em Várzea Grande, abre o mês de abril e consolida todo um trabalho em conjunto realizado pela prefeitura e pelo governo na atração e incentivos de empresas e novos investimentos. “O impacto dessa planta na economia local e estadual vai além. O complexo vai movimentar toda a cadeia do agronegócio, seja para quem cria bois como para quem planta soja e milho, porque em momento de confinamento, o gado se alimenta à base de grãos. Tudo isso movimenta o comercio, as indústrias e gera frentes de trabalho de maneira indireta e pode ainda, melhorar custos para os criadores e valorizar a arroba”. Ainda como salientou o senador, o maior dos ganhos é o impacto sobre a realidade nacional com mais de 13 milhões de desempregados. “O dia de hoje é uma prova de quem existem empresários com visão moderna e dispostos a fazer as cidades, os estados e o país crescerem”.

O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, lembrou que a unidade de Várzea Grande é estratégica, tanto do ponto de vista logístico como da produção agropecuária. “Nesse dia 1º completo 90 dias de mandato e durante os últimos meses estamos alinhando formas de voltar a atrair empresas e recursos para o Estado e fazer de Mato Grosso o estado que já foi e que merece ser. Saibam que aqui há um governo pronto para apoiar iniciativas como essas que geram empregos e que querem contribuir para expansão do Estado”.

Representando a cadeia do agro mato-grossense, o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Normando Corral, a vinda da Marfrig para Várzea Grande mostra a disposição de investir e a crença da empresa na produção agropecuária do Estado. “Reforça a parceria com o setor produtivo e esperamos que haja ganhos para todos os lados, todos os elos e que nosso Estado se beneficie cada dia mais”. Mato Grosso detém o maior rebanho de bovinos do Brasil com mais de 30 milhões de cabeças e ainda lidera a produção nacional de soja, milho, algodão e girassol.

Acionista do Grupo e filho do fundador, Marquinhos Molina, fez questão de dizer que a partir de agora o complexo de Várzea Grande se torna uma única empresa, com metas, operações, missão e visão unificados, pondo fim à divisão na produção e de funcionários que havia desde a fusão da Perdigão com a Sadia, que deu origem à BRF.

Nesse momento, a Marfrig inicia as operação da unidade Várzea Grande com cerca de 2 mil funcionários, com 100% de aproveitamento da mão-de-obra que estava no complexo, mas operando pelo BRF e pelo Minerva. Com relação as novas contratações, o Marfrig explica que serão realizadas em parcerias com órgãos especializados na intermediação, como o Sine, que no momento necessário dará ampla divulgação.

A companhia processa e comercializa carne in natura, pratos prontos à base de carne bovina, produtos complementares, produtos derivados de carne e couro para os mercados doméstico e internacional. Emprega mais de 30 mil trabalhadores, distribuídos em 22 unidades de abate de bovinos em operação, oito unidades de processamento, oito centros de distribuição e escritórios comerciais localizados na América do Sul, na América do Norte e na Ásia. Em Mato Grosso são quatro unidades de produção, além da de Várzea Grande, a de Nova Xavantina, de Pontes e Lacerda e Tangará da Serra.
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