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08/03/19 às 11:10 / Atualizada: 08/03/19 às 11:24

Caranara/MT - Após 9 meses a Justiça ainda não definiu a guarda da bebê indígena Analu

Karollen Nadeska, O Bom da Notícia

AguaBoaNews

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Caranara/MT - Após 9 meses a Justiça ainda não definiu a guarda da bebê indígena Analu

Foto: AguaBoaNews

A bebê indígena Analu Paluni Trumai - que sobreviveu após nascer e ser enterrada viva pela própria família -, está com 9 meses de vida e segue abrigada na Casa da Criança Higuno Penasso. Apesar de tramitar em segredo de justiça, o processo que irá definir a guarda da criança poderá ser “destravado” em breve e as chances dela retornar para o convívio familiar de origem também são grandes.
 
Segundo apurou a reportagem, existem duas ações penais relacionadas ao caso da bebê Analu. Ambos correm na 1ª Vara Criminal e Cível de Canarana,em que as rés são a avó, Topoalu Kamayura, 33, e bisavó, Kutsamin Kamayurá, 57, da menina. Elas são acusadas de enterrarem a neta viva, logo após seu nascimento, e com isso provocar sequelas gravíssimas.
 
O episódio ocorreu no dia 05 de junho de 2018, no município de Canarana (823 km distante de Cuiabá). Na ocasião, Analu foi resgatada por policiais militares da região do Xingú, por meio de uma denúncia. Os militares consideraram o fato como um “milagre. Levada para o hospital local, a menor passou por diversos procedimentos emergenciais, para garantir a sua vida. Depois, foi transferida para a Santa Casa de Misericórdia, em Cuiabá, onde médicos a diagnosticaram com infecção generalizada e insuficiência respiratória, e precisou ser colocada em uma Unidade de Terapia Intensiva.
 
Embora o seu quadro bastante debilitado, a menina ganhou peso e se recuperou bem. Dentro de um mês recebeu alta e retornou para sua cidade natal. O Poder Judiciário informou ainda à reportagem, que todos esses transtorno não impediram o crescimento saudável da menor, que continua recebendo tratamento médico, incluindo procedimentos realizados em Brasília.
 
Quanto a sua estadia posterior, cabe ao ‘destrancamento judicial’. Conforme o Tribunal de Justiça de Mato Grosso, o destino de Analu corre em caráter de segredo. Entretanto, a informação é que a guarda poderá ser confiada à mãe, de 15 anos, ao pai, ou ainda a uma tia, que já manifestaram interesse. Nesses casos, a Justiça dá sempre prioridade para família biológica, o que não significa que a hipótese dela (Analu) ser adotada por terceiros esteja descartada.
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