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28/02/19 às 09:07

Protocolos de remuneração agregam valor à arroba do boi, mas exigem planejamento do pecuarista

Canal Rural

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Protocolos de remuneração agregam valor à arroba do boi, mas exigem planejamento do pecuarista

Foto: Divulgação

Os protocolos que remuneram o pecuarista pela qualidade das carcaças comercializadas junto às indústrias de carne bovina têm contado com boa adesão da classe produtora. A versatilidade dos programas, que atendem criadores de gado de diversas raças e tipos, reconhecem o trabalho bem feito da porteira para dentro e também ajudam no atendimento a consumidores exigentes brasileiros e mundo afora. Mas participar destes programas e receber seus benefícios exige mais do que o mero conhecimento zootécnico de produção de bovinos de corte: requer planejamento.

Foi o recado do gerente regional de originação da Friboi para as unidades de Barra do Garças, Água Boa, Confresa, Alta Floresta, Colíder e Pedra Preta, Vilmar Lemos Cardoso. “O que sempre foi cobrado da indústria, pelo pecuarista que sempre nos perguntou, é o que produzir. Nós temos caminhado para isto a passos largos, na tentativa de orientar o pecuarista para o tipo de produto que ele deve trazer para que a gente possa passar adiante. Hoje, na exportação, (os clientes) pedem principalmente o animal jovem. A maioria, se não todos os compradores, exigem que os animais sejam mais jovens, com boa conformação e peso. Esta tem sido as exigências”, destacou Cardoso.

Apesar de sua relevância recente para o equilíbrio do mercado de carne bovina, em linhas gerais o mercado externo representa uma fatia de 20% do volume da produção total brasileira. Outros 80% buscam um destino final cujo crivo é igualmente, e cada vez mais, exigente: o consumidor brasileiro. “O mercado interno também é um grande consumidor, e o nosso consumidor vem subindo a régua da qualidade. Ele vem exigindo animais cada vez mais jovens, com acabamento, conformação, tamanho de peças padronizado. E aí é onde entra o nosso papel fundamental, […] que é a questão dos protocolos. Estamos aí com 1953, Sinal Verde e agora também junto com Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB, com o PQNN – Protocolo de Qualidade Nelore Natural). Isso é muito importante para gente conseguir levar pros nossos parceiros a oportunidade de agregar valor no seu produto”, emendou.

O gerente de originação ponderou, porém, que o produtor interessado em colher as oportunidades que estão na mesa deve buscar algo além do desempenho zootécnico, mas também ter habilidades em relação a gestão, desenvolvendo bom planejamento. Boa parte dos protocolos de remuneração por qualidade requerem entrega programada por conta de uma demanda puxada – e bem organizada – pelos clientes que estão do outro lado da cadeia produtiva. Para estes casos, Vilmar destacou que a indústria se coloca à disposição, tanto com conhecimento como com ferramentas – boi a termo, por exemplo -, para orientar seus parceiros fornecedores.

Veja a entrevista completa com Vilmar Lemos Cardoso clicando no vídeo abaixo:
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