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27/02/19 às 07:52

Mais de 270 militares das Forças Armadas Bolivarianas deixam a Venezuela

A maioria do efetivo é de baixa patente; efetivo da Força Nacional Bolivariana é estimada em 150 mil homens

Thiago Marcolini, Agência do Rádio

AguaBoaNews

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Mais de 270 militares das Forças Armadas Bolivarianas deixam a Venezuela

Foto: Assessoria

Autoridades colombianas responsáveis pelo setor migratório informaram que mais de 270 militares das Forças Armadas Bolivarianas desertaram e entraram na Colômbia nos últimos três dias. A maioria do efetivo é de baixa patente.

O governo venezuelano, por sua vez, disse que o número do efetivo da Força Armada Nacional Bolivariana varia entre 95 mil e 150 mil homens. Logo, o percentual de militares que deixaram a Venezuela nos últimos dias gira em torno de 0,3% do total.

Outros sete militares que estavam sob o comando de Nicolás Maduro fugiram para o Brasil. Dois sargentos chegaram na noite do último sábado (23) e estão alojados em um abrigo para refugiados na cidade de Pacaraima, em Roraima.

Em entrevista a jornalistas, o sargento Carlos Eduardo Zapata pediu aos companheiros de farda que deixassem de apoiar Maduro e “que se coloquem do lado do povo que está passando fome."

Os militares das Forças Armadas Bolivarianas desertaram em meio à crise na Venezuela, acirrada após o bloqueio nas fronteiras, determinado por Nicolás Maduro para impedir a entrada de ajuda humanitária.

Dois caminhões do Brasil tentaram entrar com alimentos e remédios no país vizinho, mas foram impedidos. Logo em seguida, venezuelanos que estavam do lado brasileiro atacaram uma base militar composta por homens das Forças Armadas Bolivarianas. Os militares reagiram jogando bombas de gás e atirando com armas de fogo, segundo o coronel do Exército José Jacaúna, comandante da Operação Acolhida em Roraima.

A fronteira entre Brasil e Venezuela está fechada desde a última quinta-feira (21). A justificativa de Nicolás Maduro é de que a ajuda humanitária enviada por Brasil, Estados Unidos e outros países é interferência externa na política venezuelana.
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