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05/02/19 às 08:12

Deputado José Medeiros quer CPI para investigar demarcação da Marãiwatsédé

Assessoria

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Deputado José Medeiros quer CPI para investigar demarcação da Marãiwatsédé

Medeiros acredita que não terá dificuldade de alcançar as 171 assinaturas necessárias para instaurar a CPI na Câmara.

Foto: Assessoria

A Câmara Federal pode ser palco de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o processo de demarcação da reserva indígena Marãiwatsédé/ Suiá Missú, efetivada entre 2012 e 2013, em Mato Grosso. A investigação foi proposta pelo deputado federal, José Medeiros (Pode), que argumentou, nesta segunda-feira (4), a necessidade de contraprovas e análises periciais dos laudos antropológicos que embasaram a retirada dos 165 mil hectares da posse de pequenos produtores rurais para transformar em terra indígena.

Medeiros acredita que não terá dificuldade de alcançar as 171 assinaturas necessárias para instaurar a CPI na Câmara. O deputado argumenta que a polêmica demarcação na divisa das bacias do Araguaia e Xingú, localizadas no nordeste mato-grossense, foi tratada de maneira ideológica por muitos representantes públicos ignorando os pareceres técnicos e jurídicos. Além disso, não foi levado em consideração o histórico das famílias que por décadas viviam e produziam na região.

“Infelizmente a pauta indígena foi pano de fundo para muita gente alimentar seu fanatismo ideológico durante os governos do PT. Órgãos como a Funai e o Ibama foram utilizados para isso. O que estamos defendendo é a reabertura do processo para que o Brasil tenha a certeza que todos os trâmites técnicos e jurídicos foram realmente respeitados ou se houve algum tipo de direcionamento. Queremos conhecer a robustez das informações colhidas, confirmar se foram verificadas e dar uma resposta a tantas famílias de pequenos produtores que viram seus entes se suicidarem em função da criação da reserva”, disse o parlamentar. Ele lembra ainda, que cerca de 30 pessoas morreram em função do conflito criado pelos órgãos públicos.

O deputado ressalta que não quer ser artífice de um “novo round” entre indígenas e produtores rurais, mas que considera uma irresponsabilidade, diante de tudo que se descobriu até agora dos governos anteriores, não revisar as deliberações como a Suiá-Missú para que o Brasil se livre de eventuais manchas históricas deixadas nos últimos anos. “Precisamos saber tudo que envolveu essa demarcação, inclusive se haviam interesses internacionais e a provável interferência de ong’s nacionais e internacionais. Sabemos muito bem que muitas organizações se escondem em causas sociais para servir a interesses econômicos ocultos. O que queremos é a verdade”, conclui Medeiros.
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comentar3 comentários

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  • por Rogério freitas stein, em 05/02/19 às 21:53

    Tenho certeza que essa desintrusão das pessoas desta terra foi totalmente irregular, vamos com certeza ver todas as famílias de volta para suas terras !!!

  • por Luis Gonzaga Domongues, em 05/02/19 às 17:22

    Esse analfabeto de todos tipos existentes além de envergonha o povo nordestino de onde ele vem, podemos afirmar que é um indivíduo sem nenhum conhecimento histórico do Brasil e do Mato Grosso. Ele é um simples policial rodoviário. Necessita estudar em uma boa Universidade brasileira. Esse cara deve ter origem em uma família pobre, mas de tão idiota, imbecil e desinformado que é fica defendendo a elite escravocrata. Burro.........

  • por LEANDRO, em 05/02/19 às 08:26

    Eu aprovo a revisao daquelas terras da suia-missu pq o povo foi muito desrespeitados ... ter suas terras tomadas de forma tao desumanas ....

 
 

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