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14/01/19 às 08:51

Custos extras podem dificultar financiamentos de imóveis

Maria Caroline

AguaBoaNews

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Custos extras podem dificultar financiamentos de imóveis

Foto: Pixabay

O financiamento é uma das principais escolhas feitas por quem vai comprar um imóvel. Além de ser uma boa oportunidade de adquirir o bem em longo prazo, a modalidade permite maior flexibilidade no pagamento e oferece até mesmo algumas vantagens para quem busca reduzir gastos na hora da compra. Não só isso, ela ainda é versátil e permite a compra de imóveis novos e usados.
 
Para quem quer apostar no financiamento, uma notícia pode deixar ainda mais evidente a preferência pela modalidade. Em 2018 houve um aumento significativo no teto para financiamentos feitos pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH). Isso significa que será possível financiar imóveis de até 1,5 milhão de reais com juros menores do que as taxas de mercado.
 
Entretanto, Pedro Guimarães, o recém-empossado novo presidente da Caixa Econômica Federal, afirmou que seu banco não será um dos que facilitará o processo de financiamento dessa maneira. Segundo ele, a Caixa trabalhará sempre com valores da “lei de mercado”, o que significa que não poderia estar abaixo das taxas praticadas de maneira geral. A medida, entretanto, não vale para aqueles feitos pelo Minha Casa, Minha Vida.
 
Essas taxas, porém, não são o maior gasto de quem resolve financiar imóveis. É muito comum que os gastos extras sejam desconhecidos ou até mesmo esquecidos. Não buscar saber seus valores, porém, é um enorme equívoco por parte do comprador, visto que eles podem ser altos e gerar surpresas desagradáveis para os menos preparados.
 
Gastos extras do financiamento de imóveis
 
Existem diversas quitações necessárias para quem vai comprar seu próximo imóvel, independente de ele ser usado ou não. A maioria se deve a burocracias do sistema imobiliário e documentações. Porém, por serem obrigatórias, todas merecem muita atenção para que tudo corra como planejado durante o processo de aquisição do bem.
 
Veja abaixo as principais:
 
  • Registro do Imóvel
 
Emitido pelo cartório, o documento é necessário pois comprova, perante a lei, quem é o real proprietário do imóvel a ser adquirido. Seu custo é composto por uma soma de taxas que variam muito dependendo do estado em que o imóvel está situado, além de ter relação com o preço do próprio bem.
 
Portanto, antes de fazer seu financiamento, vale a pena buscar uma tabela que liste esses preços no site do Colégio Notarial de seu estado e assim ter certeza do quanto terá que reservar para pagar pelo documento.
 
  • ITBI
 
O ITBI é o custo mais conhecido por quem faz transações imobiliárias. Trata-se do Imposto Sobre Transmissão de Bens Imóveis. Ele é cobrado nos casos de transferência de propriedade e é pago pelo comprador, até mesmo no caso de terrenos.
 
O preço é aplicado sobre o valor do imóvel, mas varia de acordo com a cidade e deve ter seu valor correto verificado junto à prefeitura municipal.
 
  • Escritura
 
Ao contrário do que muitos pensam, a escritura não é necessária no caso de financiamentos, visto que o próprio contrato de compra e venda já vale como tal.
 
  • Certidões
 
O jogo de certidões não representa um valor tão alto, mas não pode ser aplicado ao financiamento visto que é externo ao contrato firmado. Ele não é obrigatório, como os outros, mas é de extrema importância para que o dono não só saiba que o imóvel não tem nenhum tipo de pendência ou problemas não explicitados na hora da venda, mas também para que possa provar isso caso haja necessidade.
 
Para financiamentos, porém, além disso é necessário pagar uma taxa bancária relacionada à vistoria para avaliação do valor do bem. O objetivo é verificar se o preço cobrado realmente corresponde ao que seria justo pelo imóvel.
 
Vale lembrar que todos os gastos acima, caso seja de vontade do comprador, podem ser inseridos no valor total do financiamento. Eles representam, aproximadamente, 5% do valor do imóvel. Fique sempre atento aos documentos e mantenha-os à mão para necessidades futuras!
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