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02/10/18 às 16:09

Após 4 anos seguidos, Fies não é mais o principal financiador universitário

Débora Ramos

AguaBoaNews

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Após 4 anos seguidos, Fies não é mais o principal financiador universitário

Foto: Divulgação

O Censo da Educação Superior, realizado anualmente pelo Inep, revelou na edição 2017 que, após quatro anos consecutivos, esta é a primeira vez que o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies),  criado pelo Ministério da Educação, não é mais o principal financiador dos alunos matriculados nas universidades particulares do Brasil.
 
Contudo, isso não significa, por exemplo, que as matrículas realizadas em instituições de ensino particulares tenham caído, mas revela que novas opções de financiamento estão sendo adotadas pelos alunos, especialmente as empresas de crédito privado.
 
2017 registrou maior número de matrículas financiadas desde 2009
 
Em 2017, cerca de 6,2 milhões de matrículas foram fechadas no ensino superior privado. Desse total, 46,3% das adesões aconteceram por intermédio de algum tipo de financiamento ou bolsa, revelando  este o maior porcentual de matrículas financiadas desde o ano de 2009!
 
Contudo, o Fies – a principal forma de financiamento até então – correspondeu apenas a 37,1% de adesão, e o ProUni (Programa Universidade para Todos) registrou somente 21,1% de matrículas, mesmo concedendo bolsas de estudo para quem prefere estudar a distância, modalidade que o Fies não financia.
 
As mudanças que levaram à migração de matrículas
 
Por motivos de constantes contratos em atraso, o Fies passou a apresentar alterações nas regras de concessão de bolsas. Justamente por isso, as universidades particulares passaram a buscar opções para manter os alunos estudando. A parceria com instituições financeiras para subsidiar os juros foi uma dessas soluções que, hoje, atraem a grande maioria das matrículas financiadas.
 
Embora, unindo os dois projetos – Fies e ProUni –, o governo federal ainda seja o maior financiador, com um total de 58,2% das matrículas, a tendência é que as próprias instituições de ensino, bancos e empresas especializadas sejam priorizadas, nos próximos anos, na hora de fechar o financiamento de um contrato universitário.
 
Entenda o Fies e o ProUni
 
Mesmo sendo projetos do governo federal para auxiliar no estudo de milhões de estudantes que não possuem condições financeiras suficientes para arcar com o valor do ensino superior brasileiro, o ProUni e o Fies são programas bem diferentes.
 
O ProUni, por exemplo, concede bolsas integrais (100% da mensalidade) e bolsas parciais (50% da mensalidade) conforme a condição financeira do aluno, considerando até um salário mínimo e meio por pessoa da família no caso da bolsa 100%, e até três salários mínimos por pessoa da família para quem deseja obter 50% de desconto nas mensalidades.
 
Já o Fies trata-se de uma modalidade de financiamento para os candidatos com renda familiar per capita de até três salários mínimos. Ao ser aprovado no programa, o aluno paga, mensalmente, uma taxa de coparticipação durante todo o curso, sendo esta bem menor que a mensalidade integral. Ao se formar, o valor restante do curso realizado é parcelado, conforme a realidade financeira de cada estudante, sem cobrança de juros.
 
Para participar tanto do Fies quanto do ProUni, o candidato precisa realizar a prova do Enem, o Exame Nacional do Ensino Médio. Mas essa exigência não se aplica a quem prefere recorrer a outra modalidade de financiamento privada para ingressar nas universidades de ensino superior do país.
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