Notícias / Meio Ambiente

15/09/18 às 12:28

Indígenas que moram na Ilha do Bananal estão sem água há mais de um mês

No local vivem 74 pessoas que estão tendo que buscar água no rio Javaés. Eles reclamam que a água do rio está poluída e tem causado problemas de saúde, principalmente nas crianças.

G1/Goiás

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Indígenas que moram na Ilha do Bananal estão sem água há mais de um mês

Indígena carrega água em carrinho de mão, na Ilha do

Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Indígenas da aldeia Cachoeirinha, que fica na Ilha do Bananal, a maior ilha fluvial do mundo, no sudeste do Tocantins, reclamam que estão sem água há mais de um mês. No local vivem 74 pessoas que estão tendo que buscar água no rio Javaés. Mas segundo os indígenas, a água está poluída e causa problemas de saúde nos moradores, principalmente nas crianças, como vômito, diarreia e dor de cabeça.

“Estamos buscando água no rio Javaés, mais de 400 metros puxando carrinho e tambor. Água Javaé é poluída”, disse o cacique Ibederi Javaé.

A informação repassada pelos indígenas é que a água distribuída na aldeia vem de uma cisterna, que estaria seca. Além disso, a bomba está queimada, segundo eles.

Em nota, o Ministério da Saúde disse que o Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) foi informado sobre a ocorrência de um problema na bomba utilizada para captação de água do manancial devido à utilização inadequada do equipamento.

Airmou que assim que recebeu a informação, o Distrito deslocou uma equipe à aldeia para solucionar o problema, mas o sistema voltou a apresentar defeito no final de agosto de 2018.

Sobre este novo problema o Dsei já está providenciando o deslocamento de uma nova equipe para solucionar o problema.

O cacique disse que procurou a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) em Formoso do Araguaia. O órgão é responsável por coordenar e executar a Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas e todo o processo de gestão do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena no Sistema Único de Saúde (SUS).

“Procurei a Sesai, fizemos um documento e até agora ninguém deu a solução. A gente quer melhoria. A Sesai tem que ficar perto do indígena, a gente não pode sofrer, a gente está precisando de água e assistência”, reivindicou Ideberi.

Os indígenas cobram a instalação de um poço artesiano, que evitaria a falta de água, mas que até agora não foi construído.

A produção da TV Anhanguera tentou contato com a Sesai e aguarda um posicionamento sobre o problema.
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